segunda-feira, 25 de julho de 2022

Discografia completa PINK FLOYD (1967 - 2022)


 

O Pink Floyd é uma banda britânica, formada por estudantes universitários por volta de 1965. Eles bebem muito da fonte progressiva do rock, que estava em vigor no final dos anos 60, o chamado rock psicodélico o que posteriormente os colocariam como uma das mais influentes bandas de rock progressivo da história. Se destacaram por suítes longas e pelas apresentações ao vivo muito criativa, na qual usavam bastante os elementos de luz, projeções e imagens e figuras, arte e som, uma verdadeira viagem... Um dos grupos mais bem sucedidos comercialmente e influentes da história da música.  Alguns apontam o Pink Floyd como mais influente que os The Beatles. 


Inicialmente formado por Syd Barret(vocal/guitarra) com Roger Waters(Baixo), Rick Wright (piano) e Nick Manson, estabeleceram uma nova diretriz na música, posteriormente Barret, líder-fundador, acabou sendo substituído do David Gilmour, que levou o Floyd a um patamar mais comercial e a voos mais altos alcançando patamares além da imaginação. Enquanto os Beatles, começaram a aranhar diferentes formas de música dentro do rock, o Pink Floyd foi além, apontando diferentes direções progressivas ao longo da sua história. Um dos pioneiros no uso da eletrônica, orquestra, algo que os Beatles já tinha feito, mas sem aprofundamento . 



The Piper at the Gates of Dawn (1967) - Álbum de estreia do Pink Floyd, ainda com a liderança de seu enigmático vocalista, compositor Syd Barret. Já começa com uma capa com fotos dos membros da banda em um efeito caleidoscópico. Não é uma estreia totalmente comercial, eles não eram os Beatles ainda, que teve toda uma evolução musical, mas era uma banda que estava em um circuito alternativo e foram convidados a gravar seu primeiro registro pela poderosa EMI. O álbum tem letras caprichosas sobre espantalhos, gnomos, bicicletas e contos de fadas, juntamente com passagens instrumentais de rock psicodélico. Já mostra sua principal característica de longas suítes, muitas baseadas em Blues e Jazz americano...Não foi atoa que o nome da banda veio de dois Bluesmans, Pink Anderson e Floyd Council. Curiosamente, o álbum foi produzido no famoso estúdio londrino, Abbey Road, em sessões quase juntas as gravações de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. E parece que ambas as bandas trocaram impressões e influencias durante as sessões. Obviamente Sgt.Pepper's se tornou um marco na  história, mas o primeiro disco do Floyd, deixou uma boa impressão na crítica e público, de algo muito bom que ainda estava por vir. Muita influencia psicodélica e lisérgica, com muito experimentalismo.  Não seria um álbum realmente pra qualquer público. Os fãs mais acostumados com os clássicos do Floyd, irão estranhar bastante, mesmo porque a banda estava em seu começo e não temos hits ou clássicos nele. Chegou a ser o 7° álbum mais vendido no Reino Unido e o 131° nos EUA...



A Saucerful of Secrets (1968) - EMI, levou os rapazes do Floyd para os estúdios para um novo álbum. Mas a situação de Barret, estava piorando a cada dia, devido aos problemas com acido e drogas. Um amigo chamado David Gilmour, foi chamado para ser um quinto membro de apoio, ajudando também na composição e guitarra. Barret acabou sendo excluído da banda e Gilmour ocupando seu lugar em definitivo, o que atrasou bastante este lançamento. Foi o último álbum com Barret e o primeiro com Gilmour. Então temos uma parte com Barret e outra com Gilmour e apenas uma música com os 5 juntos("Set the Controls for the Heart of the Sun "). É um álbum muito mais interessante que o anterior, tem uma capa com uma ilustração bacana e psicodélica, e as músicas ainda existe um certo experimentalismo, mas a guitarra de Gilmour dá um novo e melhorado som a banda. Podemos distinguir os acordes e sentir um pré-The Dark Syde of the Moon, em alguns trechos.  Ganha força também os teclados de Richard Wright, na qual também faz uso de alguns synths primitivos em algumas faixas. Isto dá as músicas um ambiente mais "espacial" e psicodélico, algo que posteriormente ficaria definido como o 'rock espacial'. Waters, começa a tomar as rédeas junto com Wright para o direcionamento da banda, após o afastamento de Barret. Destaque aqui pra a viajada "Let There Be More Ligh", e a longa "A Saucerful of Secrets" de quase 12 minutos, na verdade foi um retalho de outras músicas e sessões para finalizar o material do álbum.  "Corporal Clegg" , tem uma cadência de batida militar, algo que o Roger Waters passou a usar quase como tema quando controlava a banda até 1983 e "Jugband Blues" , a única música composta Syd Barret, repetindo uma velha forma de blues e jazz do álbum anterior. Chegou a ocupar o 9° lugar das paradas britânicas...nos States demorou a emplacar, só anos depois no relançamento que conseguiu atingir a posição 36 da Billboard.



More (1969) - Este terceiro álbum, é a primeira trilha sonora feita pela banda a convite de um estúdio. O filme More foi lançado no mesmo ano. Primeiro álbum sem a presença de Syd Barret. Como parte da trilha sonora, muitas músicas são ambientais, deixando o grupo livre para criarem um ambiente sonoro diversificado de acordo com o tema de cada cena. Tem momentos interessantes aqui, o rock espacial, os temas mais experimentais, tem até música espanhola. Ao que parece, o grupo já tinha várias músicas preparadas, antes de serem convidados para o filme. Estavam tocando material novo em shows e preparando outra trilha sonora de outro filme que não foi aproveitado. Tem partes com harmonia e outras com sons estranhos e barulhentos. A faixa "The Nile Song" e "Ibiza Bar" são surpreendentemente hard rock, "Green is the Colour" é uma balada folk,  "Quicksilver" e "Main Theme", são instrumentais, que terão ecos nos futuros trabalhos da banda,  "A Spanish Piece" é uma música com elementos das folclóricas musicais espanholas.  Sim, o trabalho bastante interessante, não tem clássicos aqui, mas dá pra ver que a banda está livre para criar, a EMI, conseguiu uma banda que ainda dará muitos lucro, então assim como os Beatles, que estavam chegando ao fim nesta época, o Floyd estava se tornando a nova banda capitânia da gravadora. Chegou a ocupar o 9° lugar no Reino Unido e apenas a 153 ° posição nos EUA. Ainda faltava algo para a banda estourar nos EUA. 



Ummagumma (1969) - A EMI, sentia o cheiro de lucro cada vez mais com o Pink Floyd, e autorizaram um novo álbum em 1969...um álbum duplo em seu quarto lançamento...O álbum mistura apresentações ao vivo com trabalho de estúdio. Tem uma capa bacana com fotografias da banda no mesmo lugar, só que em diferentes posições, sobrepostas, um trabalho da  Hipgnosis , um grupo artístico de Londres, que desenhava as capas do Floyd deste o primeiro álbum. O álbum começa com apresentações ao vivo bacanas de "Astronomy Domine" , "Careful with That Axe, Eugene", "Set the Controls for the Heart of the Sun" e "A Saucerful of Secrets", faixas conhecidas do álbuns anteriores e bem viajadas. Aqui os arranjos e solos ao vivo dão nova ênfase a estas viagens astrais e lembram em algum momento os futuros trabalhos. Então as músicas de estúdio deixam um pouco a desejar, "Sysyphus (Parts 1–4)"(do Wright), "Grantchester Meadows"(de Waters), "The Grand Vizier's Garden Party (Part 1: Entrance; Part 2: Entertainment; Part 3: Exit)" (de Manson) e "The Narrow Way (Parts 1–3)" (de Gilmour) , são faixas experimentais e longas com sons novamente estranhos e barulhentos misturados aos seus solos individuais. Não vi muita evolução do que já faziam nos álbuns anteriores. Então é um álbum de altos e baixos. Então é um álbum que vai do Rock espacial, ao experimental e psicodélico e um pouco de avant-garde. Apesar de o álbum ter sido bem recebido na altura da sua comercialização, e de ter chegado ao top 5 das tabelas de venda do Reino Unido, o próprio grupo não o vê como um bom trabalho, opinião expressa em entrevistas.



Atom Heart Mother (1970) - Já sem os Beatles que chegou ao fim, a EMI deu liberdade total ao Pink Floyd começa a definir algumas mudanças para seu quinto álbum. O famoso disco da "vaquinha". Foi o primeiro álbum do Pink Floyd a ser especialmente produzido em som quadrifônico de quatro canais, e no convencional estéreo de dois canais. Um grande trabalho de estúdio no Abbey Road. Aqui podemos dizer que chegamos a fase que a maioria das pessoas conhecem o Pink Floyd, com seu rock progressivo espacial, muito mais orgânico. Eles tentam deixar o avant-garde e o experimental de lado para partir para algo mais executável popularmente falando e levar o som a mais pessoas que não gostam de experimentação. O resultado é bem melhor, pois achei o álbum muito superior aos 4 primeiros.  Houve um salto considerável aqui. A faixa homônima que abre o álbum tem 24 minutos divididos em 6 partes !!! Com cada membro dando o seu melhor ali. O lado B, são faixas compostas individualmente como foi feito no álbum anterior, Ummagumma, com cada membro dando o seu melhor em cada faixa.  "If" é um rock bacana do Waters, "Summer '68"  uma balada legal do Wright,  "Fat Old Sun" deixa o compositor Gilmour, livre para sonhar na sua guitarra. Por fim a faixa  "Alan's Psychedelic Breakfast" é uma tentativa de retorno ao psicodelismo experimentalismo ainda presente, mas partes com um teclado de Wright, viajando em uma paisagem de som relaxado e o resto da banda cumprindo o seu papel.  Ainda não é o melhor do Floyd, mas mostra que eles estão acertando a sintonia para voos mais altos. Foi o primeiro álbum a chegar no todo das vendas no Reino Unido, com um brilhante primeiro lugar e sua melhor posição na América, 55° , longe ainda do topo, mas melhorando as posições dos anteriores...



Meddle (1971) -  O sexto álbum de uma banda já madura. Sem composições para trabalhar e sem uma ideia clara acerca da direção em que o álbum devia seguir, o grupo decidiu experimentar novas abordagens que acabaram por dar origem a Echoes. Embora muitos dos álbuns seguintes tivessem por base um tema central unificador, com letras escritas quase exclusivamente por Roger Waters, Meddle representou um esforço conjunto em que cada membro contribuiu com letras, e é considerado um álbum de transição entre as influências de Syd Barrett do final dos anos 1960 e os "novos" Pink Floyd. E já fica claro, desde o álbum anterior, "Atom Heart Mother", que o Pink Floyd irá seguir uma nova direção para atingir voos ainda maiores. Melodias mais acessíveis, e mais coeso que o trabalho anterior. o álbum se caracterizadas por diferentes estilos e emoções,  a instrumental "One of These Days"(um sucesso que tem sido executado em vários de seus shows futuramente)  é seguido de "A Pillow of Winds", um tema que, dos poucos da carreira do grupo, fala de amor, é calmo e acústico. A ligação destas duas músicas é feita com recurso a efeitos sonoros que simulam vento, antecipando a técnica que mais tarde seria utilizada em "Wish You Were Here". A faixa  "Fearless" faz uso de gravações do coro do Liverpool F.C. "San Tropez" por contraste, é uma música pop com influências de jazz, tocada num ritmo swing, composta por Waters no seu crescente estilo jovial e extemporâneo de escrever musicas." Seamus", um a pseudo-blues com um cachorro latindo ao fundo...e finalmente outra música marcante, "Echoes" de 23 minutos, uma verdadeira viagem sonora de ótima música, o Space Rock propriamente dito. Só ela já vale o álbum inteiro. Não temos mais tantas experimentações e lisérgicas que marcaram os álbuns anteriores, o fantasma de Syd Barret está longe de passar aqui. Guitarra de David Guilmour fluindo com melodias e riffs lindos. Teclado de Wright e bateria de Manson completam ainda com o baixo de Waters. Uma banda perfeita, que ainda nem mostrou todo o seu potencial. O álbum mais evoluindo até aqui da carreira Floyd...Apesar de no Reino Unido ter chegado ao terceiro lugar, a falta de divulgação por parte da Capitol Records resultou em poucas vendas nos EUA, e apenas alcançou o lugar 70 nas tabelas de vendas.



Obscured by Clouds (1972) - O sétimo álbum do Floyd foi feito para ser a trilha sonora do filme  'La Vallée' e como a banda estava preparando o seu próximo álbum 'The Dark Syde of the moon', muitos elementos são comuns nas duas produções. Apesar de ser trilha sonora, isto é, feito com pensamentos em determinadas cenas as músicas são muito melhores que as trilhas anteriores do Floyd, muito mais rock clássico com guitarras e solos de teclado e outros instrumentos. Não consegui enxergar aqui faixas épicas , como do álbum "Meddle", mas o som é realmente bom. Uma banda muito mais encorpada e longe do que fazia incialmente. Ele é mais curto do que os álbuns anteriores e tem um som mais pesado da guitarra. Liricamente, as músicas giram em torno do amor, um tema comum no filme em que o álbum foi inspirado. Na faixa " Obscured by Clouds " Richard Wright, faz uso do sintetizador  VCS 3 em algumas faixas, existe algumas influencias de country music e também faixas com violão. Manson faz uso de bateria eletrônica também. "When You're In" tem um estilo similar a anterior. "Wot's... Uh the Deal?" tem um solo bacana do Gilmour uma das suas características. "Childhood's End" do Gilmour foi inspirado no livro de Sir Arthur Clarke, 'O fim da Infância'. "Free Four" tem referencias a morte do pai de Roger Waters na II Guerra, algo que irá marcar bastante o artista e o Floyd ao longo dos anos. E as outras faixas são interessantes, mas não faz dele um álbum superior ao anterior, mas mostra que o Floyd tomou um caminho certo para algo que irá mudar a história da música muito em breve...O álbum foi nº6 no Reino Unido e 46° nos EUA, e 1° Lugar na França. 



The Dark Syde of the Moon (1973) - Oitavo álbum...e um dos mais históricos e importantes álbuns da história da música. A capa do álbum é uma das mais icônicas da história. Uma Obra Prima .!!! Se o Floyd praticamente começou a gravar seu 1° álbum lá em 1967, durante a sessão de gravação de um dos maiores discos da história, "Sgt Pepper's Lonely Heart Club Band" dos Beatles, agora estavam criando o seu próprio Sgt Peppers...ou seu álbum mais importante revolucionário, o álbum conceitual. A EMI não deixou por menos, atendendo todos os pedidos da banda pra fazer deste disto um clássico, marcando também uma nova era para seus membros, com letras mais bem elaboradas e pessoais, ao mesmo tempo que ainda se voltavam para sons experimentais, mas desta vez para as massas, contendo alguns dos mais complicados usos dos instrumentos e efeitos sonoros existentes na época, incluindo o som de alguém correndo à volta de um microfone e a gravação de múltiplos relógios a tocar ao mesmo tempo. Ou risadas... Os temas explorados na obra são variados e pessoais, incluindo cobiça, doença mental e envelhecimento, inspirados principalmente pela saída de Syd Barrett, integrante que deixou o grupo em 1968 depois que sua saúde mental se deteriorou. O conceito básico do disco foi desenvolvido quando a banda estava em turnê, e muito do novo material foi apresentado ao vivo, muito antes de ser gravado. Como álbum conceitual, desta vez as músicas não são longas suítes, mas cada música ao terminar se conecta na outra, permanecendo assim até o final, como um álbum coeso. "Speak to Me", começa com risadas e falas só indicando que um minuto depois viria "Breath", que já começa em uma viajada jazzeada e cantada lentamente, seguido por "On the Run", com sons estranhos , parece que estamos assistindo a algum objeto voador, que passa sobre nossas cabeças. Então chega "Time", com efeitos de milhares de relógios despertando seguido de uma marcação pulsante, pra mais em frente se tornar uma canção mais pesada e poderosa e com guitarra solística do Guimour arrasando. "The Great Gig in the sky", é uma canção exemplo de space rock que o Floyd ajudou a criar. O teclado do Wright está bem afinado seguido de uma linda soprano soltando a voz sensacionalmente. Então entra os sons de maquinas registradoras, estamos em "Money", falando sobre dinheiro e tudo que o ele representa. "Us and Them", uma das músicas mais bonitas do álbum, com solo de guitarra, piano, baixo e bateria, com lindo coral. "Any Colour you like", teclado e guitarra, bastante uso de sintetizadores, EMS VCS 3 e Synthi A. Então chegamos a "Brain Damage", sobre um lunático, possivelmente uma homenagem ao Syd Barret, musica que não deixa o álbum cair de forma alguma no obvio e conformismo. Então chegamos a "Eclipse", música que fecha o álbum maravilhosamente, uma balada sensacional dentro do top 10 das melhores músicas do Floyd. Enfim. Não há palavras certas pra descrever um álbum tão sensacional. Eu na minha opinião pessoal acho superior até ao "Sgt.Pepper's" dos Beatles. Talvez o álbum mais emblemático do rock. Ele foi nº 2 no Reino Unido (contesto, creio que sempre foi 1°) e finalmente conquistou a América e logo o mundo com o 1° Lugar do topo das paradas. A partir daqui, ninguém mais poderia parar o Pink Floyd.




Wish You Were Here
(1975) - Nono disco, gravado com uma banda já madura e sabendo o que quer.  Para provar que o álbum anterior, uma obra prima sonora não foi algo feito de sorte, este seguinte tem muito do anterior, começando que também é um álbum conceitual. O novo álbum, com uma capa bem estranha de uma pessoa cumprimentando outra que está queimando,  explora temas como ausência, indústria musical e a deterioração mental de Syd Barrett, um dos fundadores do conjunto, que curiosamente chegou a visitar o estúdio durante a gravação e que não chegou a ser reconhecido inicialmente. O conceito do álbum é praticamente todo do Roger Waters, que aos poucos também, começa a ter seu visão de líder contestada pelos outros membros. Mas aqui, ainda flui bastante a camaradagem para começar a música com a primeira parte de "Shine On You Crazy Diamond", na verdade são 5 partes menores, uma verdadeira viagem nos teclados de Richard Wright e na guitarra solística de Gilmour. As vezes com algumas intervenções cantadas por Waters. Seguem duas músicas mais roqueiras, "Welcome to the Machine"  e "Have a Cigar", uma pegada mais pesada, entra então a música que se tornaria um clássico da banda, "Wish You Were Here" que por si só, já valeria todo o disco, e finaliza com a segunda parte de "Shine On You Crazy Diamond", divididas entre partes 6 e 9. Fechando o disco com maestria. É incrível como os sintetizadores de Wright, se associava facilmente com guitarra e baixo e bateria, verdadeiras operas rock espaciais...O álbum foi primeiro a ser 1° no Reino Unido e 1° nos EUA, mercado praticamente conquistados pela banda.



Animals (1977) - Décimo álbum, com uma sequência ótima de grandes álbuns e música boa, o Floyd segue sua legado pelos anos. Como os dois anteriores, também é um álbum conceitual, que faz críticas às condições político-sociais da Inglaterra dos anos 1970, além de apresentar uma notável mudança no estilo musical do grupo. Sua capa já virou icônica, um porco sobrevoando entre duas chaminés da Usina Termelétrica de Battersea...mas durante o disco inteiro, não consegui encontrar qualquer música conhecida, épica ou clássica. Foi uma surpresa, pois estamos no auge da banda. O conceito do álbum é baseado no livro "A Revolução dos Bichos" de George Orwell, uma crítica ao comunismo, mas o álbum é o contrário, é uma crítica ao capitalismo. O álbum abre com "Dogs" tem alguns desempenhos 'explosivos' da guitarra de Gilmour as vezes bom batidas mais hard rock com teclados de Wright, "Pigs", lembra muito "Have a Cigar" do disco anterior, com uma pegada blues das guitarra de Gilmour. "Sheep", tem versos dos Salmos com alterações e "Pigs on the Wing" é uma canção mais romântica pequena. Eu penso que o álbum está muito do modo automático. Foi a partir deste álbum que os desentendimentos de Roger Waters(compôs 90% das canções) com o resto da banda, pelo controle começara a aparecer(Richard Wright por exemplo, não tem qualquer composição escrita).  Acho que o mesmo poderia ser melhor trabalhado. Não que seja um álbum ruim, mas acho que faltou algo. O álbum chegou ao Top 2 do Reino Unido e ao Top 3 dos EUA. Floyd ainda vendia muito.



The Wall (1979) - Décimo primeiro álbum. O último projeto a contar com a participação dos quatro membros que compõem a chamada formação clássica. Álbum duplo baseado nas apresentações ao vivo em uma turnê fantástica e um projeto para um filme de cinema com direção do aclamado Alan Parker. Mais um álbum conceitual, tratando de temas como abandono e isolamento pessoal. The Wall é uma ópera rock centrada em Pink, um personagem fictício baseado em Waters. As experiências de vida de Pink começam com a perda de seu pai durante a Segunda Guerra Mundial, e continuam com a ridicularização e o abuso de seus professores, com sua mãe super protetora e, finalmente, com o fim de seu casamento. Tudo isso contribui para uma auto imposta isolação da sociedade, representada por uma parede metafórica. Talvez este seja o seu álbum mais popular da carreira. The Wall é na minha opinião um dos melhores álbuns lives já feitos. Boa parte com composições exclusivas da turnê. Uma opera rock sensacional. Vi alguns vídeos antigos da turnê original e me impressionei. Mas pelo que sabemos, mesmo vendendo horrores desde o início dos anos 70, os membros do Pink Floyd chegaram quase falidos ao final da década, vitima da má aplicação e conduta por parte dos administradores financeiros da banda. The Wall teria sido feito para sanar estas dívidas... e o ego de Roger Water que praticamente queria mandar em tudo, fazendo o relacionamento com os outros integrantes esfriar durante as gravações. Em algum ponto da produção, Richard Wright não aguentou a pressão e saiu, embora tenha continuado no processo de gravação como um músico pago, apresentando-se com o grupo na turnê The Wall.. É interessante que não sinto ruindade de forma alguma neste álbum duplo, são músicas fantásticas e que se tornaram clássicos do rock. A introdução grandiosa começa com "In the Flesh?", seguindo um ritmo com canções, baladas, mais pesado ao logo do álbum. "Another Brick in the Wall" virou um clássico atemporal, que milhões de pessoas reconhecem instantaneamente. "Goodbye Blue Sky", uma balada mais lenta para algo maior a vir, "Mother" musica linda sobre a superproteção materna, "Hey You", com uma cadência que aumenta a cada verso, "Comfortably Numb"  se tornou minha música preferida do Pink Floyd de todos os tempos..."Run Like Hell", outra que cantarolo sempre. Enfim, um álbum perfeito.  Eu tenho ele na versão de 1999, "In the Flesh - The Wall", remasterizada e expandida ... com um bootleg lindo.  O álbum foi 1° lugar nos EUA e chegou em 3° no Reino Unido.



The Final Cult (1983) - 12° álbum da banda Pink Floyd...já sem Richard Wright, com Roger Waters se transformando em principal criador e "dono" da banda , deixando o resto dos músicos com meros músicos de apoio, então nos apresenta um álbum que parece...ser quase uma cópia ou material perdido de The Wall...o que pra muita gente considera um dos álbuns mais fracos do grupo, na minha opinião eu acho...justamente o contrário. Eu gosto bastante. Sim, tem bastante pegada do The Wall, tem o tema anti-bélico e perda do pai, que Roger Waters, ficou obcecado, mas ainda é um álbum interessante. Tá certo que a falta das teclas do Wright fazem falta, mas fico imaginado apenas que seria um álbum perfeito, se ele estivesse no time. Sei que o Gilmour que tocou neste álbum, diz que apenas "duas músicas prestam" e não morre de amores por ele. Acho exagero. É mais um álbum conceitual do Floyd, como seus trabalhos a partir dos anos 70. Um curta metragem bacana, foi feito para divulgação do mesmo. Lembro de ter visto na TV e revisto outro dia no Youtube, o que ainda acho sensacional. Temas sombrios continuam, anti-guerra das Malvinas, anti-Margareth Tarcher na faixa "The Fletcher Memorial Home", anti-guerra nuclear na faixa "Two Suns in the Sunset". Tem a pegada pesada e a pegada balada, comuns nos discos do Floyd. Minhas duas favoritas, "Your Possible Pasts" e é claro, "Not Now John" (principalmente por causa de um comercial da LEVI'S que passava na TV). Escute e tire suas dúvidas. A revista Rolling Stone deu ao álbum cinco estrelas, com Kurt Loder classificando a obra como "uma conquista superlativa... a principal obra-prima do art rock".Foi 1° lugar no Reino Unido e 6° nos EUA...Apesar de tudo, foi o último álbum de Roger Waters com Gilmour e Manson. Em 1984, entrou com um processo para liquidação da banda e fim do Pink Floyd...algo que não foi bem aceito por Gilmour e Manson...na qual a pendenga foi parar na justiça..



A Momentary Lapse of Reason (1987) - 13° Album...com o Pink Floyd sobe nova direção. Vocês acham que Gilmour e Manson iria deixar a banda acabar assim do nada ? Entraram na justiça e conseguiram o direito sobre ela, tirando Roger Waters de qualquer controle, que declarou guerra aos antigos companheiros. Richard Wright foi recontratado, mas foi colocado apenas com músico convidado, já que uma decisão na justiça anterior, impedia ele se ser membro do Pink Floyd novamente. Então o que temos aqui neste disco ??? O álbum não é um trabalho conceitual ao contrário dos anteriores, nem temático, sendo assim um apanhado de canções de rock escritas por David Gilmour. Canções na qual Gilmour esta livre para destrinchar sua guitarra, fazendo ela chorar com os teclados do Wright e batidas do Manson. Um álbum bem 'up', ou contrário dos tons sombrios dos anteriores, o que de certa forma pode fazer muita gente torcer o nariz. Falta realmente um pouco do espírito de Roger Waters, e o próprio Gilmour sabe disto, deixando o álbum mais com cara de trabalho solo. Então, destaco duas músicas que fizeram sucessos nas rádios e são muito boas "Learning to Fly" e "On the Turning Away"  .  Ambas já valem o álbum inteiro que não tem muitas ousadias que os anteriores.. Fica até difícil de julgar. Foi Top 3 tanto nos EUA quanto no Reino Unido...isto é...Pink Floyd ainda vende...



Delicate Sound of Thunder (1988) - 2° album live do Pink Floyd, com Gilmour levando a turnê do  "Momentary Lapse of Reason" pelo mundo. As principais faixas do novo álbum do Pink Floyd sem Roger Waters, até que são bem executadas, e ganham mais vida ao vivo, principalmente pelo improviso da guitarra de Gilmour e a cadência das batidas de Manson, auxiliados por outros músicos e coro feminino excelente. Então, músicas do "Momentary..." como "Yet Another Movie", "Round and Around" e "Sorrow" ganham em qualidade sonora e o público aceitou mais facilmente, outro grande destaque é  "The Dogs of War", um rock mais pesado com ecos do período Waters que era obcecado pelos temas anti belicistas. Os singles "Learning to Fly" e "On the Turning Away", foram músicas novas de fácil assimilação e cantadas pelo público. Mas talvez o principal ali, eram os clássicos do Pink Floyd como "One of These Days", "Time", "Money", "Wish You Were Here", "Comfortably Numb", "Shine On You Crazy Diamond", e é claro, "Another Brick in the Wall (Part 2)". Serve como coletânea de tanto sucesso. Assista ao show de vídeo lançado em VHS, DVD e BluRay totalmente restaurado. Os álbuns foram 11° lugar tanto no Reino Unido como nos EUA, quase atingindo o TOP 10...



The Division Bells (1994)  - 14° álbum e 2° de estúdio da fase sem Roger Waters. Gilmour, Manson e Wright (agora oficialmente membro reintegrado da banda), partiram para mais um álbum de estúdio, após o retorno das atividades em 1987. E novamente sem Roger Waters, para guiar os temas, temos mais um álbum de músicas soltas bem soft/pop, em alguns casos beirando quase a new age music. E mesmo não sendo um dos melhores trabalhos do PF, chegou a primeiro lugar em diferentes partes do mundo além de EUA, Reino Unido, sendo até disco de platina no Brasil. Principais temas musicais: a falta de comunicação, junto com outras questões como o isolamento, conflitos e autodefesa.  Pega também parte do momento político vivido no mundo no período do fim da guerra fria. A canção "A Great Day for Freedom" justapõe a euforia geral, como a queda do Muro de Berlim com a limpeza étnica e o genocídio que se seguiu na Iugoslávia. "Keep Talking" foram utilizadas amostras de voz de Stephen Hawking, famoso cientista. Dois destaques principais que viraram singles "Take It Back" (cujo clip passou no Fantástico) e "High Hopes". Ainda destaco "Lost for Words" , uma balada que começa bem suave e se torna mais energética e progressiva.  Álbum melhor que "A Momentary Lapse of Reason" ? Sim, muito melhor produzido...mas longe de ser os grandes discos da banda que realmente ficaram no passado.



P.U.L.S.E. (1995) -  3° álbum live do Pink Floyd da fase Gilmour, Manson e Wright (sem Waters). Registro em álbum duplo da turnê mundial do álbum The Division Bells. Aqui temos uma melhora bastante significativa dos shows em relação ao "Delicate Sound of Thunder", que já era um espetáculo. Uma banda bem a vontade e afiada, tocando seus clássicos de forma bem executada com apoio do público. O disco 1, começa com a abertura de "Shine On You Crazy Diamond(Part I-V)", e para surpresa de todos, traz a esquecida "Astronomy Domine" escrita pelo Sid Barret do primeiro álbum do Floyd lançado em 1967. "What Do You Want From Me" , "Keep Talking" e "Coming Back To Life", são faixas novas do The Division Bells, aqui a banda consegue melhorar bastante nas apresentações ao vivo. "Learning To Fly", hit do álbum anterior, foi trazida de volta nesta turnê. "High Hopes" foi hit do novo álbum, também muito bem trabalhada. E ainda temos as surpresas, duas faixas escritas por Roger Waters : "Hey You" e "Another Brick In The Wall" (Part 2) do álbum The Wall, fazendo a galera delirar. O disco 2 é uma surpresa, a banda toca por completo ao vivo o álbum "The Dark side of the Moon", com faixas como "Time", "Money", "Us And Them", "Brain Damage" e "Eclipse", ganhando muita vida e delirios. Pra fechar o álbum, temos três faixas especiais das mais conhecidas músicas clássicas da banda: "Wish You Were Here", "Comfortably Numb" e "Run Like Hell". Melhor impossível. Este álbum mostra que a banda está bem afiada ao vivo mesmo sem Roger Waters, mas seria bastante interessante se tivesse ele...1° lugar no Reino Unido , EUA e várias partes do mundo. 



Echoes: The Best of Pink Floyd (2001) - Coletânea da banda Pink Floyd, com um apanhado de toda sua carreira, onde as faixas desta coleção de hits e outros, estão dispersas e não em ordem cronolígica de lançamento. Outra curiosidade é que os álbuns More, Ummagumma, Atom Heart Mother and Obscured by Clouds, não possuem músicas representadas na coleção. Roger Waters, deu até uma contribuição a coleção...o título, pois segundo ele, o que o resto da banda queria seria ridículo. Aqui estão incluídos os dois primeiros singles "See Emily Play" e "Arnold Layne" lançados em 1967, que antecederam o álbum de estreia da banda, mas que curiosamente NÃO ESTÃO no "The Piper at the Gates of Dawn" e em nenhum outro álbum de estúdio.   A primeira música, é bem ao estilo beatlemaniaco da fase intermediária após "Help", algo que o Floyd não repetiu em seu álbum de estreia, passando direto para a psicodélia. "Astronomy Domine" está muito bem trabalhada apesar da viajada lisérgica psicodélica. Então, se vc quer iniciar em Pink Floyd, e escutar suas principais músicas incluindo seus singles iniciais que não foram lançados em álbuns, está ai uma boa pedida. O álbum foi n°02 tanto nos EUA quanto no Reino Unido e ganhou vários discos de ouro e platina. 



The Endless River (2014) - Em 2005, o improvável aconteceu. Para marcar os eventos do Festival Live Earth (dos mesmos organizadores do famoso Live Aid), Roger Waters, concordou em deixar suas diferenças de lado com o resto da banda, e voltaram a tocar todos juntos o concerto de reunião do Pink Floyd, em 2 de Julho de 2005. Waters, Gilmour, Manson e Wright tocaram seus maiores sucessos em um show aberto no Hyde Park de Londres...mas infelizmente, apesar de tentativas de aproximação (com Gilmour e Manson, tocando de surpresa em um show do Roger Waters em 2011), infelizmente as relações entre eles voltaram a estremecer...Um ano depois, em 2006, o gênio fundador e a muitos anos afastado, Syd Barret faleceu...e Rick Wright infelizmente morreu de câncer em 2008. Aquele show do Live Earth foi o retorno e a ...despedida do Pink Floyd com os membros originais...e os lançamentos da banda, ficaram na base de coleções e coletâneas...até 2014, quando Gilmour e Manson, autorizaram o lançamento do 15° álbum do Pink Floyd...sem Waters. O projeto é baseado em sessões excluídas do último álbum, The Division Bell, o qual contém várias contribuições do finado tecladista e compositor Richard Wright. As músicas, grande parte são formadas por longas suítes ao estilo jazzisticas com grande apoio das teclas de Wright, criando um ambiente sonoro que quase chega a ser New Age Music..A última faixa - "Louder Than Words" - é a única música do álbum que possui vocais principais, com as letras escritas pela esposa de David Gilmour, Polly Samson. Uma versão deluxe, contem outras faixas de sobras das gravações anteriores, cujo destaque é "Nervana", um hard rock que daria uma ótima música se fosse gravada com vozes. Então, ainda é um disco ambiental e instrumental bacana, mas longe dos grandes anos dourados do Floyd... Mas serve como homenagem final ao Richard Wright. Chegou ao 1° lugar no Reino Unido...e 3° lugar nos EUA. Ainda mostra que qualquer coisa do Pink Floyd vende muito...



Bonus: Hey Hey Rise Up (Single) (2022) - Mais uma vez, o improvável aconteceu, em apoio aos músicos da Ucrânia, país que está sofrendo ações militares pela Rússia, David Gilmour e Nick Manson, gravaram esta música junto com  Andriy Khlyvnyuk do Bloombox, banda ucraniana. A faixa leva a pegada mais hard rock do Floyd e é um grito contra a guerra da Ucrânia. Roger Waters, não quis se manifestar sobre o lançamento...mas é uma música bem interessante pela pegada mais pesada. O single físico também possui a faixa:  "A Great Day for Freedom", do álbum Division Bells (1994), em uma versão alternativa bem interessante, recriada por David Gilmour a partir da fita master registrada na época.



Conclusão: O Pink Floyd é uma banda fenomenal, mesmo que seus membros já estejam bastantes desgastados e perdemos já alguns deles, os músicos Gilmour e Waters, ainda mostram certa versatilidade com seus projetos paralelos e turnês levando o som do Floyd pra muito mais gente. Comparado aos Beatles, o Floyd pegou e moldou o som para a melhor recepção e continuou a usar a música como forma de expressão e propaganda política e social. Foram revolucionários em muitos sentidos, apesar dos Beatles, sempre procurava descobrir novos sons, mas sem ficar preso as tendências. O Som do Floyd é viajante, as vezes louco , as vezes sólido, são muitas variações. Quase ninguém conseguiu chegar ao nível deles e sempre será uma referência para várias gerações. 


Nota para banda :  5 de 5

Nota para Composições: 5 de 5

Tudo perfeito. Banda Evolution  !!!


domingo, 26 de junho de 2022

Obrigado Vangelis...(1943 - 2022)

 



Dia 19/05, uma noticia de uma perda artística chegou pra mim ...Vangelis havia falecido em Paris, aos 79 anos dois dias antes...Foi realmente algo muito difícil de acreditar, um verdadeiro choque. Sou fã do Vangelis desde criança, antes mesmo de conhecer quem era pessoalmente. Ele era o tipo de artista que você começa admirar primeiro a obra e só anos depois fazer a associação com o artista. Ele e Jean Michel Jarre (e um pouco Kraftwerk), tem histórias parecidas comigo.

No final dos anos 70 e começo dos anos 80, a música eletrônica instrumental, começava a invadir os espaços das rádios e programas de TV. Geralmente usada em vinhetas de propagandas ou aberturas ou fechamentos de programas conhecidos da TV. Foi assim que a músicas destes artistas chegavam ao meu ouvido, na minha fase infantil. Quando é um momento de formação do ser humano, quando ficamos atentos ao que se passa ao redor da gente. Aquele tipo de música 'legal', 'envolvente' e ao mesmo tempo 'estranha' e 'viajada' e até 'cósmica' entrava e saia da minha cabeça soltando doses de endorfina pelo corpo, me deixando em um estado de alegria passageira. 


Alguns momentos são bem registrado e agora consigo catalogar, primeiro foi a música "Pulsar" que foi tema dos cigarros Advance, da Souza Cruz, em uma época na qual propaganda de cigarros eram livres e as agencias de publicidades gastavam horrores em produções de comerciais sofisticados. Isto foi em 1980. Estava 1° série do primário, a música fez tanto sucesso que a Souza Cruz patrocinou o lançamento de um single compacto nas lojas pela antiga RCA. Hoje este single vale uma nota no EBay. 


Em 1981, estreou nos cinemas o filme "Carruagens de Fogo", sobre dois corredores britânicos nos Jogos Olímpicos de 1924. Fui ver o filme com minha mãe, eu gostei bastante porque queria ser atleta quando crescesse. Mas o mais envolvente era a trilha sonora...ela estava fazendo tanto sucesso na época, que o tema principal de Chariots of Fire, foi aproveitado na trilha sonora da novela global "Sétimo Sentido" da Rede Globo...e quando algo chega na Globo, vira atração nacional. E qual foi a surpresa que no mesmo ano, o FANTÁSTICO, exibiu o vídeo-clip de Chariots of Fire, e pela primeira vez, vi um senhor barbudo fumando e sentado ao piano tocando a música quando o filme rolava em um telão ao fundo...sim, era o próprio Vangelis, mas não me dei conta quem era, só tinha achado fantástico. A música saiu no LP da novela, mas a Globo não pode colocar a original por questão dos direitos autorais, então convidou outra banda chamada Spirits para tocar no lugar... e a música foi fazendo muito sucesso a ponto de no Oscar de 1982, ser indicada...e ganhar, batendo o imponente tema de "Caçadores da Arca Perdida" de John Williams. Acreditem a música do Indiana Jones perdeu para música do Vangelis !!! O próprio artista, pensando que não iria ganhar, nem se deu o trabalho de ir a cerimônia, permanecendo na Europa.



Entre Janeiro e Abril de 1983, a Rede Globo de TV, apresentou um programa americano de divulgação de ciências, COSMOS, na qual eu consegui assistir as reprises nas manhãs de domingo...e olha lá quem fazia parte da trilha sonora...Vangelis !!! Carl Sagan apresentava  o mundo , o ser humano e o universo em um programa sobre ciências, que me fez apaixonar perdidamente pelo espaço. A abertura era "Heaven And Hell" Part 1.



O tempo ia passando e a Globo as vezes usava a música dele em vinhetas de programas, como da Fundação Roberto Marinho, ao longo da década de 80. Ou usando a trilha sonora do filme "Antartida", nos documentários sobre as regiões geladas dos polos extremos do planeta. A grande questão era que nunca associava aquela música a um determinado artista. Mas após 1986, tudo mudou pois conheci o trabalho de Jean Michel Jarre, e as músicas dele me levaram a trabalhos semelhantes onde finalmente conheci Vangelis, descobrindo ali, um importante artista, que simplesmente me abriu a mente para músicas maravilhosas. Trilhas de filmes e documentários inesquecíveis. Não apenas "Carruagens de Fogo", mas também "Rebelião em Alto Mar", "Blade Runner - O Caçador de Androides" um dos meus filmes inesquecíveis e "1492 - A Conquista do Paraiso", cuja a trilha sempre era associada a eventos religiosos, assim como "Chariots of Fire", era relacionados com temas de esporte e fez parte das chamadas da Corrida anual de São Silvestre. 



Com o tempo comecei a adquiri os álbuns do artista, suas trilhas sonoras e acompanhar seus trabalhos ao longo da vida. Ele esteve sempre envolvido com temas espaciais, a ponto da NASA  e a ESA pedirem pra ele compor temas de missões espaciais. Sendo que seus últimos lançamentos foram os temas da missão "Rosetta" a um cometa e a missão "Juno" a Júpiter e seus satélites.


Entre seus álbuns não associados a trilhas sonoras, gosto muito da trilogia que fez em seu estúdio Nemo em Londres:  "Heaven and Hell", "Albedo 0.39" e "Spiral", verdadeiras space musics lançadas nos anos 70.


Mas sem sombra de dúvidas, minha trilha sonora preferida é a do filme "Blade Runner - O Caçador de Androides" que infelizmente perdi a exibição nos cinemas em 1982 (mesmo porque era muito pequeno e não iria entender nada). Com o tempo o filme mudou bastante em meu conceito a medida que o culto sobre ele cresciam e que finalmente pude assistir nos cinemas(versão final de Ridley Scott) por volta de 2017, com direito a um grande aplauso da plateia. Não descansei até comprar a trilha sonora original, em uma edição belíssima de 3 discos, Blade Runner - Trilogy. Já tinha a versão da New American Orchestra, e a edição remaster de 1991, mas a definitiva pra mim foi esta última. 


Nos últimos anos tenho tentando acompanhar seu trabalho, comprando alguns CDs e aumentando a coleção, mas Vangelis sempre será inesquecível, não importa se não esteja mais entre nós, a obra será eterna...


Gratidão e Obrigado Evángelos Odysséas Papathanassíu...nosso querido Vangelis !!!


segunda-feira, 16 de maio de 2022

Discografia comentada - Krarfwerk (1974-2003)

 



Aproveitando o embalo da revisão fonográfica da discografia oficial completa dos Beatles, e tendo a disposição a maioria dos lançamentos comerciais de dois séculos de música pelo Deezer, resolvi fazer o mesmo desafio para uma banda que me faltava uma audição mais completa, o Kraftwerk.

O Krafwerk é uma banda alemã, criada por dois músicos: Ralf Hütter(1946)  e Florian Schneider(1947-2020) em 1970, em Düsseldorf e liderado por ambos até a saída de Schneider, em 2008. A formação mais conhecida, duradoura e bem sucedida foi aquela que se consolidou entre 1975 e 1987 e que incluía os percussionistas Wolfgang Flür e Karl Bartos. A banda ainda está ativa tendo apenas Hütter ainda como original e outros 3 músicos, mas basicamente não gravam mais nada novo desde 2003, passando apenas a remasterizar e tentar canibalizar seus sucessos do passado, além de fazer turnês. 

Sem sobra de dúvida, o Kraftwerk é uma banda revolucionária, eles são considerados com um certo exagero como os "Beatles da música eletrônica". Eles criaram um som que foi base de toda uma revolução musical nos anos e décadas seguintes seja elas a Discoteca, a Eurodisco, o synthpop, technopop, Techno, Drum'base e o EDM em geral. Em cada disco, geralmente discorriam de um determinado tema na qual a música deveria seguir, e geralmente focado na ligação do ser humano com as máquinas. Fazendo o som da banda bastante característico e icônico. Longe de outros artistas eletrônicos contemporâneos como Jean Michel Jarre, Vangelis ou Tangerine Dreams, que trabalhavam com uma eletrônica mais orgânica, o Kraftwerk fazia um som mais industrial, tecnológico e metálico , praticamente inaugurando a música robótica. Foram os pioneiros com o uso de vocoders e sintetizadores. 


Após vários álbuns experimentais, o sucesso da banda veio em 1974 com o álbum Autobahn, e a sua faixa homônima de 22 minutos. A canção foi um hit mundial, demonstrando a grande relação da banda com sintetizadores e outros instrumentos electrónicos. Este álbum foi seguido por uma trilogia de álbuns que influenciou bastante a música popular posterior: Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977) e The Man Machine (1978). Seguiu-se posteriormente sua consolidação com Computer World (1981) e  Electric Café (1986). Posteriormente nos anos 90, resolveram refazer e remodelar suas faixas mais famosas na coletânea The Mix (1991) e por fim, já devagar quase parando lançaram um projeto antigo abandonado o Tour de France Soundtracks (2003) e o single da exposição internacional de Hannover em 2000, Expo 2000. Desde então não existe nada de novidades, vem lançando seus materiais antigos em caixas especiais e filmes em 3D, junto com turnês pelo mundo.

Eu tive a chance de conhecer a banda e assistir a um show deles, na primeira vez que vieram ao Brasil em 1998, no Tim Festival em São Paulo, foi meu primeiro show internacional e foi realmente hipnotizador e sensacional. 

Autobahn
(1974) - A banda já tinha 3 álbuns experimentais lançados entre 1970 a 1973, onde misturavam eletrônica com percussão e flauta. Estes álbuns eram basicamente seguiam o movimento krautrock alemão. E tinha muita influencia da música concreta e eletroacústica do alemão Karlheinz Stockhausen (1928 - 2007), da qual os membros fundadores chegaram a serem alunos. Para Autobahn, a banda pegou como tema a relação de uma viagem longa de carro pelas auto rodovias alemãs, as 'autobahns', na qual quase não existe limite de velocidade. A faixa principal que ocupa todo o lado B, possui mais de 22 minutos, de uma longa sequência viajante, com sons de estrada e barulhos de carro em harmonia com a música, o lado B, é bem mais dividido com 4 faixas entre 3 a 4 minutos cada, sendo "Mitternacht", a faixa que tem uma melodia muito suave. Por incrível que pareça, o álbum fez sucesso e chegou a chamar atenção do outro lado do Atlântico. Assim, o Kraftwerk passou a ser não apenas uma sensação no seu país, mas em todo o mundo, mas em um ritmo menor.



Radio-Activity
(1975) - O sucesso parcial de Autobahn, deu ao Kraft a autonomia de criar mais musica eletrônica baseada em música pop. Tendo como base do novo álbum, o tema sobre Radiação e emissão de rádio, Radio-Activity , supera em anos luz de distância seu disco anterior e fazem a banda se tornarem queridinha de vários outros artistas, como por exemplo, David Bowie, que com base no Kraftwerk, passa a investir mais na música eletrônica. Superior ao anterior, temos singles clássicos como "Radioactivity" e  também "Antenna" , que passaram a serem usados em vinhetas de programas de TV a rádio pelo mundo. Se valendo de novos sintetizadores e outros instrumentos de percussão eletrônicos. O grupo acabou sendo uma sensação na França, onde influenciou os músicos daquele país também. A partir deste álbum, os lançamentos passaram a serem bilíngues, com o lançamento em Alemã, nos países de língua alemã, e inglesa, no resto do mundo. Meu segundo álbum preferido.



Trans-Europe Express
(1977) - Com o público europeu capturado, principalmente na França e Alemanha, o Kraft parte para voos maiores. Trans-Europe Express, tem como tema uma viagem de trem pela Europa e a relação do homem com a máquina mecânica. Tentando criar uma atmosfera agradável com batidas cadenciadas, precipitando o início do tecnopop que iria aportar em outras praias, as inglesas, pouco tempo depois. O álbum tem como base o dois temas específicos: a celebração da Europa e as disparidades entre a imagem e a realidade. Em termos musicais, as canções deste trabalho da banda alemã diferem do anterior estilo krautrock que a caracterizava, com ritmos electrónicos mecanizados, minimalismo e vozes manipuladas em alguns temas. Não chega a superar seu álbum anterior, Radio-Activity, mas possui elementos característicos importantes comparados ao trabalho anterior.


The Man-Machine
(1978) - O Kraftwerk, bastante inspirados, lança um dos seus maiores legados, o álbum The Man-Machine. Cada uma das faixas, uma grande descoberta. Apesar do tema do álbum ser o homem-máquina, iniciando o disco com "The Robots", o que se tornaria sua máquina registrada ainda temos faixas maravilhosas como "Spacelab", "The Model" e "Neon lights", parecem fugir do tema, mas que são obras primas da música dance eletrônica. Neste período, o movimento Disco e a New Wave, estava começando seu auge e bebia bastante deste álbum. O tema do álbum tenta emular a robótica com a glamorização da sociedade urbana. Não é atoa de Donna Summers, passando por Devo, Blondie , B-52's e outros, emulam bastante o som da banda. Melhor álbum da banda.


Computer World
(1981) - Lançado em pleno início do synthpop/tecnopop dos anos 80, influenciou bandas e artistas como Gary Numan, New Order, Simple Minds, Duran Duran e mais uma penca de artistas . Batendo a tecla ainda no 'estilo robótico', foi descrito como um trabalho conceitual futurista que prevê a presença da tecnologia computacional na vida cotidiana. Apresentando temas como computadores domésticos e comunicação digital, o álbum tem sido visto tanto como uma celebração da tecnologia da computação quanto como um alerta sobre seu potencial de exercer poder sobre a sociedade com controle social e vigilância digital. Apesar da temática, a produção do álbum foi totalmente analógica e não envolveu nenhuma tecnologia informática. Destaque para os singles "Pocket Calculator", "Computer Love" e "Numbers".



Techno Pop (Electric Café)
(1986) - Este álbum começou a ser produzido a partir de 1982, mas devido a alguns problemas que a banda teve, incluindo um acidente com o Ralf Hütter que o deixou em coma por vários meses, foi adiado várias vezes e só sendo lançado em 1986. Quase 5 anos após o último lançamento. Originalmente o álbum se chamaria Technopop, mas acabou sendo lançado como Electric Café. Posteriormente, quando houve o relançamento remasterizado a partir de 2009, o nome Techno Pop foi recuperado. A cadência das batidas e o ritmo das canções, transformam este álbum como um dos precursores do movimento Techno e EDM que veríamos algum tempo depois. Uma temática ainda robótica, sem muitas novidades, mas com destaque nas faixas "Boing Boom Tschak", "Musique Non-Stop" e a fantástica "The Telephone Call", todas viraram hits em rádios e propagandas. Foi o primeiro LP do Kraftwerk a ser criado usando instrumentos musicais predominantemente digitais, embora o produto final ainda fosse gravado em fitas master analógicas. Bandas como Depeche Mode ou Human League ou mesmo New Order, beberam bastante destes ritmos. A meu ver é um dos menos inspirados. Também foi o último álbum com a formação clássica que incluía também Wolfgang Flür e Karl Bartos, que abandonaram a banda alguns anos depois.



The Mix
(1991) - O décimo álbum da banda, ...é praticamente uma coletânea de seus maiores sucessos, alguns com novas roupagens e mixagens, mas a própria banda divulgou que o álbum...não era coletânea e nem um álbum de remix que estava na moda no período!!! Uma falta de material novo e com diferenças internas impactando diretamente a produção, o Kraf lançou este álbum sem Wolfgang Flür e Karl Bartos (que chegou a começar a trabalhar em algumas faixas). Ela reflete os grandes sucessos do Kraftwerk em seus trabalhos ao vivo, algumas faixas por exemplo, "The Robots" e  "Radioactivity" , ganharam novas letras. Ao final, continuou o legado da banda, já que refletia a tendência da música eletrônica na qual foram coroados como pioneiro e influenciadores. Após o lançamento o álbum, as apresentações ao vivo cessaram por quase 9 anos e só retornariam aos palcos por volta do final dos anos 90, na qual estiveram pela primeira vez no Brasil, show que assisti e na qual tocam a maioria das músicas na versão deste álbum. 



Tour de France Soundtracks
(2003) - Se parecia que o Kraftwerk estava realmente de vagar, isto parecia realmente correto. Wolfgang Flür e Karl Bartos fora da banda a anos, vontade quase nenhuma de produzir algo novo, parecia que a influenciável banda, tinha perdido sua total criatividade. Mas a partir do final dos anos 90, eles começaram aos poucos retornar nos trilhos, voltaram a turnês(incluindo shows no Brasil), lançaram um single para a Expo Mundial de Hannover 2000, e lançaram um novo álbum de estúdio inédito (ou quase isto)...o Tour de France Soundtracks. Trilha sonora da famosa corrida de bicicletas que ocorre na França todos os anos. Fato alias, que não era inédito, já que o tema principal, já havia sido composto como single em 1983. Este novo álbum após 16 anos do último inédito, foi quase um parto. Mas Ralf Hütter e Florian Schneider entregaram o álbum redondinho. Mais de 50 minutos, com o tema da corrida e ao ciclismo, sempre batendo tecla no homem-máquina (simbiose do ciclista com sua bike). Alias os dois principais músicos eram fãs de ciclismo e praticavam bastante. As batidas e cadências que fizeram sucesso na banda estavam lá, mas não é de longe um belo trabalho. Faltou um pouco mais de criatividade. Mas mesmo tendo mais de 20 anos, o tema principal continua bem feito e tem algumas faixas interessantes como "Aerodynamik" e "Vitamin". Foi o último álbum de estúdio do Kraftwerk com Schneider antes de sua partida da banda em 2008 e seu falecimento em 2020.



Minimum-Maximum
(2005) - Com quase 40 anos de estrada e turnês (inclusive com três passagens no Brasil, na qual a primeira eu estive), o Krafwerk lançou seu primeiro álbum ao vivo em 2005, incluindo um DVD da então turnê. Um álbum duplo. Então estão lá todos os sucessos da banda com seus fundadores, Ralf Hütter e Florian Schneider, na última vez que os dois produziram algo juntos, já quem em 2008, Schneider deixou a banda. Muita batida eletrônica, bastante contemporânea do seu tempo, alias, são versões com muito mais batidas, que seus lançamentos originais, mesmo assim, não deixa de ser um deleite para os fãs, mas ficou a pena, que eles não produziram mais nada nos últimos anos. Como registro ao vivo, está de bom tamanho, ainda mais acompanhado do DVD bacana.




Bonus: Expo 2000  - single que o Kraftwerk após ser comissionado pela Expo Mundial Hannover 2000, lançou com o título original e vários mixes da banda e remixes de outros artistas. Não criavam algo novo desde o álbum 'Electric Café' de 1986. Tá bem trabalhado mas ainda está longe de seus primeiros trabalhos. 


Conclusão: Eu duvido que alguém não encontre nos últimos 40 anos, as batidas eletrônicas do Krafwerk em algum álbum de sucesso da música pop ou dance. A influencia do Kraftwerk foi além da música eletrônica ou dance music, ultrapassou as discotecas e casas noturnas, entrou no sei de movimentos pós-punks e levou o rock a partir das década de 80 a outro nível, até para bandas mais pesadas. Foi além do rock e chegou ao hip hop e ao funk, então se existe um certo exagero em afirmar que o Krafwerk seria os Beatles da música eletrônica, bem, sou meio suspeito para falar, já que sou fã da banda e da música eletrônica, mas em grande parte esta afirmação está correta. Foram revolucionários e influenciaram bastante gente. Podem não ter mudado o mundo como os Bealtes, mas ajudou a criar outro além da nossa capacidade e vão seguir influentes por muito tempo. Em 2011, foram finalmente induzidos no Hall da Fama do Rock'n'Roll, merecidamente !!!

Nota para banda :  5 de 5
Nota para Composições: 4 de 5
Tudo perfeito. Banda Evolution  !!!




segunda-feira, 2 de maio de 2022

Discografia comentada : The Beatles (1962 - 1970)


Aquela famosa frase, "Algumas bandas revolucionaram a música, mas apenas uma revolucionou o mundo!", está corretíssima em se falando do lendário quarteto de Liverpool, The Beatles, banda formada por Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. Sem sombra de dúvidas foram revolucionários. Engraçado, que apesar de gostar da banda, nunca tinha escutado por completo toda sua discografia de lançamento oficial, os 13 álbuns, conhecia um ou outro, e várias coletâneas, mas nunca todos os 13 completos, então com a disponibilidade agora online, aproveitei a chance.

Hoje temos o Spotify e Deezers e outras lojas de músicas de nuvem a disposição, e com uma conta free no Deezer, resolvi arriscar escutar todos os álbuns oficiais (13 ao todo) dos Beatles, em ordem cronológica de lançamento, mas com uma audição nos demos e primeiros trabalhos com o Tony Sheridan, na qual a banda fez apoio anteriormente ao sucesso. Desde o princípio, dá pra se notar que eram 'trabalhadores' competente da música. Mas isto já existia e ainda existe aos montes, então a medida que gravavam seus álbuns seguintes, eles evoluíram o som acrescentando novidades que foram muito bem aceitas por seu público que se tornou fiel e cativado a cada dia e isto a nível global, chegando a ponto de mudarem suas músicas para um nível nunca visto e transformando o rock radicalmente, fazendo outras bandas seguirem e trilharem seus caminhos mais além. Rock'n'Roll, rockabilly, surf rock, hard rock, heavy metal, progressivo, psicodélico, lisérgico, eles passaram por todas as fases mas sem nunca se fixarem, pois eles não eram comodistas e sempre estavam a frente para indicar o caminho que os outros iriam seguir.

 Como uma banda inglesa, eles começaram como outras bandas do seu país (ou reino como preferirem), imitando os artistas americanos, já que o rock'n'roll, era uma novidade entusiasmada para os jovens daquela época(final dos anos 50). Então surgiram várias bandas fazendo covers e imitações destes artistas como Elvis, Chuck Berry, Little Richards, Bill Halley entre outros. Os rapazes de Liverpool (uma cidade operária e portuária que recebe bastante imigrantes irlandeses) seguiram este caminho,  e começaram a tocar nos porões da cidade, em especial no Carven Club, um lugar onde várias bandas se apresentavam. Chegaram a ir pra Hamburgo atrás de algum prestígio, mas acabaram voltando as terras inglesas, onde já com um bom bate boca, começaram a chamar atenção de alguns empresários. Tony Sheridan, convidou os caras para ser sua banda de apoio e fazer algumas gravações, na qual "My Bonnie" , foi um single que teve uma certa audiência e chamou atenção de um dono de loja de discos chamado Brian Epstein. Ele viu nos rapazes uma mina de ouro, pois sabiam que eram competentes, e foi atrás das grandes gravadoras que se negaram a oferecer um contrato, já que 'bandinhas de rock existiam aos montes'. Uma que apostou neles foi a EMI, na qual chamaram o maestro George Martin, que viu grande potencial, mas primeiro sacaram o baterista Pete Best e colocaram outro baterista chamado Ringo no lugar. Epstein, transformou a banda com muita disciplina mudando seu visual, terninhos modernos, e mudança de comportamento com disciplina...então lançaram seu primeiro LP, "Please, Please Me" e ....se tornaram uma coqueluche(que muitos pensaram ser passageira, mas não foi isto que aconteceu). A gravadora praticamente tinha que lançar dois álbuns por ano para aproveitar os novos midas , depois vieram os filmes, desenho animados, turnês mundiais e ...o resultado todo mundo já conhece. 


A banda foi o que foi, não só pela disciplina, pois após um determinado período, eles quiseram se arriscar a voos mais altos, praticamente mudando o tipo de som, definido sons futuros, experimentações, evoluções e finalmente...revoluções. Isto muitas bandas já tentaram, mas em sua maioria, fracassaram. Os Beatles talvez conseguiram, porque tudo que eles faziam, era com amor e paixão, mesmo que o ambiente entre eles não fosse lá muito bom ou sadio. Enfim, em 1970, já cansados de tudo e seu desgaste e atritos internos, com Lennon já pulando fora no meio das gravações de Let it Be, Paul McCartney anunciou o fim da banda, que nunca mais se reuniu novamente.  

Aqui vai meu comentário álbum a álbum todo o que dá pra sentir destas gravações, eu nunca tinha feito isto antes na vida...

"Please, Please Me" - Lançado em março de 1963, a gravação logo de cara, mesmo que imitassem seus ídolos americanos com um ou outro cover, eles sacaram que poderiam compor suas próprias músicas e fazer seus próprios sucessos já no primeiro álbum "Please, Please Me" (1963). Isto fez a dupla Lennon&McCartney a mais famosas de todos os tempos, mesmo que já na sua fase final, ou era música de Lennon ou de Paul, mas continuaram assinando juntos. Dá pra tirar os grandes sucessos:  "I Saw Her Standing There", "Misery", "Please Please Me","Love Me Do", "P.S. I Love You", "Twist and Shout" e "A Taste of Honey".


"With the Beatles" - 
Em novembro de 63, 6 meses depois do álbum de debut da banda, chegava ao mercado um segundo álbum. Naquele período, já ficou claro pra gravadora EMI, que as vendas estratosféricas e a alta demanda dos fãs, não daria pra esperar de um ano para um próximo...e eles praticamente tiveram que entregar dois albuns por ano , ano a ano... para este segundo, a demanda de shows também estava alta, então tiveram que encontrar alguns meses na agenda, para colocar os caras de Liverpool no estúdio e mandarem bala para o álbum seguinte. Este álbum praticamente continua o que já estavam fazendo. É o mesmo Ie, Ie, Ie de sempre ou rock romântico, imitando os músicos americanos, tudo na mesma linha do anterior. Pela primeira vez, George Harrison encaixa uma música no disco, predominado por Lennon&McCartney. Mas a qualidade ainda era alta, podemos tirar daqui: "It Won't Be Long", "All My Loving" , "Please Mister Postman", "Roll Over Beethoven", entre as famosas.


"A Hard Day's Night" - Os caras mau tinham um ano de sucesso, quando viram a oportunidade de fazer um filme musical com eles(imitando Elvis que já fazia isto a muito tempo), e lançar um álbum em cima para aproveitar este sucesso. Assim em 1964, "A Hard Day's Night" foi lançado nas lojas junto com o filme homônimo, que teve o título no Brasil de "Os Reis do Ie, Ie, Ie" (tive a oportunidade de assistir uma reprise nos cinemas por volta de 2002). A Beatlemania já era uma loucura mundial e o filme/álbum só elevou isto a enésima potência. E como time que está ganhando não se mexe, praticamente o mesmo tipo de música agitada, romântica e louca de sempre. Além da faixa "A Hard Day's Night", temos ainda "Tell Me Why", "Can't Buy Me Love" , "I'll Cry Instead" e "And I Love Her".



"Beatles for Sale" - No final de 1964, o quarto álbum foi lançado. Sabendo que time que está ganhando não se mexe, a ideia era a mesma desde o primeiro disco, Ie-ie-ie, vende e muito, lá foram os rapazes, quase sem tempo para viver socialmente, para mais uma etapa de transformar som em ouro. Os Beatles estavam exaustos das turnês e gravações que vinham realizando. Dois meses e oito dias após gravarem o terceiro álbum A Hard Day's Night, eles voltaram ao estúdio para gravar Beatles for Sale. Haviam acabado também uma turnê pela Austrália, Nova Zelândia, Finlândia, Dinamarca e Suécia e feito várias aparições em programas de TV e rádio na Inglaterra. Trouxe mais covers, dá pra ver que seria mais do mesmo. Mas podemos destacar aqui: "No Reply", "Mr. Moonlight", "Kansas City / Hey-Hey-Hey-Hey!","Eight Days a Week"



"Help"
- Em agosto de 65, já começava a ficar claro ali, que os Beatles queriam uma mudança. "Help" foi a trilha sonora do segundo filme de cinema da banda, e também o primeiro a cores. Existe uma evolução da trilha do "A Hard Day's Night", não era apenas o ie, ie, ie de sempre. Lennon e Paul começam a melhorar suas composições, e agora apesar de serem registradas Lennon&McCartney, as músicas ou são de Paul ou são de Lennon. Temos Lennon compondo ao estilo de Bob Dylan em "You've Got To Hide Your Love Away", e a candidez de Harrison em "I Need You". Além do sucesso de "Ticket To Ride" e da música "Help", o álbum ainda tem uma preciosidade: a música "Yesterday", nada menos que a canção mais regravada na história da música. Este álbum praticamente fecha o ciclo da banda e se inicia outro...



"Rubber Soul"
- Lançado no final de 1965. Eu considero um dos top álbuns dos Beatles. Aqui é o álbum na qual a banda começou a tornar seu som mais eclético e sofisticado. Help finalizava a fase ie, ie, ie, e Rubber Soul começava a fase na qual eles mostravam que não era uma banda da moda, e já começavam a preparar um som revolucionário. A capa já mostrava uma foto distorcida da banda, com os cabelos maiores e olhares vazios...Neste tempo, depois de amenizada a força primitiva do Rock, com a explosão do folk rock e da surf music, cada membro grupo passou a utilizar-se de todas as potencialidades que os estúdios de gravação podiam oferecer. Eles simplesmente, mesmo ganhando milhões de libras com turnês, ignoram todos os pedidos e se voltam apenas para composições e estúdios. A gravadora é claro, pode ter achado no começo que poderia ser loucura, mas sabiam que eles chegaram no seu amadurecimento musical, na qual, qualquer coisa que tocassem, seria um grande sucesso (dinheiro entrando, diga-se) então eles estavam livres pra fazerem o que quiser. O resultado ? Músicas com o uso do cítara em "Norwegian Wood", o lirismo de "In My Life" e "Michelle", a solidão pungente de "Nowhere Man", enfim, Rubber Soul foi considerado o mais inovador álbum de rock lançado até então.


"Revolver" - 
Em agosto de 1966, os Beatles lançam seu sétimo álbum, "Revolver", com uma capa desenhada, bem diferente. Este álbum é considerado ainda mais inovador que "Rubber Soul". Marca a adesão oficial dos Beatles ao Psicodelismo. Passeia desde a música oriental "Love You To", aos apelos vibrantes de "Got to Get You into My Life", da solidão lúgubre de "Eleanor Rigby", ao experimentalismo psicodélico de "Tomorrow Never Knows" e o ufanismo de "Yellow Submarine". Letras cada vez mais profundas, composições recheadas de lirismo. Os fãs só aumentavam e os críticos não tinham nem palavras...mas o algo inovador ainda iria acontecer...a banda estava preparando sua obra prima, nem que para isto teriam que esperar até o ano seguinte pra saber.


"Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band"
- Maio de 1967, o mundo era sacudido por bombas no Vietnã e pelo oitavo álbum dos Beatles. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, é simplesmente um dos álbuns mais revolucionários da música (não só rock) de todos os tempos e um dos mais vendidos. Já começa com a capa marcante na qual os membros aparecem ao lado de várias personalidades do século XX.  Agora a banda apresenta  na forma de personagens fictícios , o Sgt.Pepper e a sua banda, os próprios Beatles, levando a alegria e diversão nas diversas partes do mundo, com direito a uniformes e figurinos psicodélicos. Muito antes do camaleão Bowie dar suas caras com diversos personagens ou de bandas fakes virtuais como Gorilaz surpreenderem as pessoas, os Beatles inovaram nisto. Era um álbum conceitual. E os críticos ? Uma esmagadora maioria aclamaram Sgt.Pepper's. E onde estavam aqueles críticos que no começo da carreira da banda, falavam que o som deles não tinham futuro ???? Mesmo compondo separados, até Ringo compôs ("With a Little Help from My Friends"), eles chegaram a sua perfeição. Aqui temos clássicos como a homônima, a já citada de Ringo, além de "Lucy in the Sky with Diamonds" , "A Day in the Life" , só pra citar as mais conhecidas. Este com certeza, foi o álbum mais revolucionário da banda.



"Magical Mistery Tour" - Teriam os Beatles ainda fôlego para lançar um novo álbum ainda em 1967, na esteira do sucesso de Sgt.Pepper's ? A resposta veio em novembro daquele ano. Um projeto atrelado a mais um filme da banda, uma estória psicodélica e louca dos Beatles viajando em um ônibus pelo Reino Unido. Foi exibido para a TV BBC, foi durante malhado pela crítica, mas suas músicas ao contrário, deixaram a banda novamente no topo, o que não deixava de ser novidade. Já que tudo que faziam, eram sucessos imediatos. Apesar das críticas largamente difundidas na mídia em relação ao filme, a trilha sonora foi um sucesso de crítica e público e foi indicada ao Grammy. E a resposta se eles conseguiram fazer algo interessante após Sgt.Peppers, nem precisava argumentar. Além da faixa homônima, que abre o álbum, temos ainda a deliciosa "The Fool on the Hill" , "I Am the Walrus" , "Strawberry Fields Forever" , "Penny Lane"  e "All You Need Is Love"  ....só clássicas hoje em dia. As letras ainda escritas com muita profundidade pela banda.



"The Beatles - (White Album)" - Para o décimo álbum de uma banda já madura, revolucionária e influenciadora, a EMI autorizou um álbum duplo em 1968. Tipo de gravação arriscada, só os tops conseguiam este feito, no caso dos Beatles, nem precisava autorizar. Mas eles vieram para o estúdio totalmente diferentes. Voltavam de uma turnê de meditação na Índia, onde conheceram o Maharish, um guru indiano amigo do George Harrison, cada vez mais envolvido com música oriental. John Lennon e Paul, com novas parceiras e casamentos defeitos e Ringo indo na deles. E ainda tinha o baque da morte do Brian Epstein, o cara que praticamente "criou" a banda. O individualismo era bastante evidente. Lennon levava a Yoko para o estúdio, o que quebrava as regras de não levarem mulheres parceiras durante as gravações, Paul cada vez mais nervoso e controlador e Ringo, vendo tudo parecer indo para o pior caminho, simplesmente anuncia sua saída da banda...então os 3 se reuniram, botaram a cabeça no lugar, chamaram o Ringo de volta com muita festa e pedido de desculpas e depois de muito trabalho o álbum saiu. Nem foto de capa tinha, era simplesmente um fundo branco com o nome da banda em relevo (em contraste com o Sgt.Peppers por exemplo). Apesar de ser o mais fraco da banda (não o pior, pois Beatles não tinha álbum ruim), dá pra ver eles atirando em várias direções, desde uma tentativa de voltar ao rock básico do ínicio da carreira bem Chuck Berry, até experimentalismos a la Karlheinz Sotckhausen. O que se pode tirar lá?  "Back in the U.S.S.R." , "Ob-La-Di, Ob-La-Da" , "Blackbird", "Helter Skelter" (aqui praticamente iniciando o heavy metal), "Revolution 1" e a experimental e louca "Revolution 9". Vendeu ??? Muito...mas ja´ foram muito melhores...e já dava indícios de cansaço e fatiga entre Paul, John, Ringo e Harrison.



"Yellow Submarine" - 
Lançado em janeiro de 1969, este álbum, faz parte da trilha sonora do quarto filme dos Beatles, "Yellow Submarine", uma animação, na qual o quarteto se mostrava pouco interessada em participar, mas quando vieram o resultado final, filmaram cenas adicionais com eles em pessoa. O álbum contém seis músicas dos Beatles, incluindo quatro novas canções e "Yellow Submarine", lançado anteriormente, e "All You Need Is Love". As restantes músicas do álbum são uma regravação da banda sonora orquestral do filme pelo produtor da banda, George Martin. Diria que é um álbum interessante, mas muito longe de um grande álbum. Harrison aproveitou para colocar algumas composições que chegaram a ser rejeitadas em álbuns anteriores: "Only a Northern Song" e "It's All Too Much" .


"Abbey Road" - 
Lançado em setembro de 1969, com os Beatles já no seu final...mas apesar de tudo, nem é de longe um album ruim, alias, é muito bem gravado e produzido. Seria o último álbum da banda, mas foi lançado antes de Let it Be, que era vinculado a um novo filme cujo projeto demorou. Não parece ter turbulências ou falta de vontade em compor aqui. Parece até que a banda mostrava que iriam continuar por muito tempo. Neste álbum estavam bastante soltos, George Harrison compôs "Something" (só perdendo para Yesterday, como o single mais vendido da banda) e "Here Comes the Sun", mostrando que era um compositor de primeira. E ainda temos : "Come Together"  ,"You Never Give Me Your Money" , "Oh! Darling" e até uma composição bacana do Ringo,"Octopus's Garden" . Não precisa dizer que eles continuavam no topo. Composições maduras, mensagens adultas para uma geração adulta. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock. Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente.



"Let it Be"
- Ultimo álbum dos Beatles lançado em maio de 1970, na verdade, o último gravado é Abbey Road, mas Let it Be foi lançado bem depois, pois veio de um projeto que começou primeiro e foi adiado devido a vários problemas. A ideia do álbum, era fazer parte da trilha sonora do último filme dos Beatles, mostrando eles em estúdio, compondo, gravando e fazendo seu último show ao vivo, em cima do telhado da gravadora Apple, antes da polícia baixar e mandar desligar tudo. Inicialmente o projeto se chamaria "Get Back", mas após vários cancelamentos, atrasos e o desligamento de John Lennon no meio das gravações para comunicar sua saída dos Beatles, o álbum teve que ser remodelado para ser lançado finalmente em 1970. Pouco tempo após o lançamento, Paul McCartney anunciava o fim definitivo da banda, para desespero de milhões de fãs, fazendo "Let it Be", um dos seus álbuns mais sentimentais. Mas ao contrário do que possa parecer, o álbum ainda possui excelente músicas, e mostra a banda muito bem afiada em composições que variavam bastante. Lennon cria um das suas músicas mais lindas, "Across the Universe" ( com direito um mantra indiano), Paul compõe a icônica "Let it Be", George Harrison ainda afiado com "I Me Mine", ainda temos a melancólica e bela "The Long and Winding Road"  e é claro, "Get Beck". Só uma delas já valeria todo o álbum.

Conclusão

O que pode se constatar é que os Beatles, não completaram nem uma década de gravação, mas seus 13 álbuns capturaram o público não importando o tipo, estilo ou melodias que compunham. E é até triste notar, que seus últimos álbuns, estão longe de serem álbuns ruins, e o seu fim, foi no auge do sucesso, onde nunca conheceram de nenhuma forma o fracasso comercial. Depois do fim da banda Lennon, Paul , Ringo e George continuaram a lançar álbuns solos maravilhosos e gravar músicas maravilhosas, voltaram a realizar excursões, mas nunca mais formaram os Beatles novamente (houve quase uma chance quando Paul e John chegaram a se reconciliar brevemente), infelizmente o assassinato covarde de John Lennon, pois fim ao sonho de ver a banda junta de novo, e hoje, restam apenas 2 deles vivos. E ao longo de 50 anos, as gravadoras ainda continuaram a explorar a banda em outros álbuns, restos de gravações, apresentações em rádio e TV, antologias , documentários e outros, mostrando que eles ainda continuam relevante em mais de meio século...e continuaram a levar sua alegra e mensagem de paz e amor por gerações e gerações neste planeta... 


Nota para banda :  5 de 5
Nota para Composições: 5 de 5
Tudo perfeito. Banda Evolution , Revolution  !!!


OBS: 
O texto reflete a minha visão pessoal após escutar toda discografia oficial de lançamento (os 13 álbuns) dos Beatles, sendo que parte do texto pode ter sido adaptado de outros sites com inúmeras fontes. Agradeço a compreensão.