segunda-feira, 16 de maio de 2022

Discografia comentada - Krarfwerk (1974-2003)

 



Aproveitando o embalo da revisão fonográfica da discografia oficial completa dos Beatles, e tendo a disposição a maioria dos lançamentos comerciais de dois séculos de música pelo Deezer, resolvi fazer o mesmo desafio para uma banda que me faltava uma audição mais completa, o Kraftwerk.

O Krafwerk é uma banda alemã, criada por dois músicos: Ralf Hütter(1946)  e Florian Schneider(1947-2020) em 1970, em Düsseldorf e liderado por ambos até a saída de Schneider, em 2008. A formação mais conhecida, duradoura e bem sucedida foi aquela que se consolidou entre 1975 e 1987 e que incluía os percussionistas Wolfgang Flür e Karl Bartos. A banda ainda está ativa tendo apenas Hütter ainda como original e outros 3 músicos, mas basicamente não gravam mais nada novo desde 2003, passando apenas a remasterizar e tentar canibalizar seus sucessos do passado, além de fazer turnês. 

Sem sobra de dúvida, o Kraftwerk é uma banda revolucionária, eles são considerados com um certo exagero como os "Beatles da música eletrônica". Eles criaram um som que foi base de toda uma revolução musical nos anos e décadas seguintes seja elas a Discoteca, a Eurodisco, o synthpop, technopop, Techno, Drum'base e o EDM em geral. Em cada disco, geralmente discorriam de um determinado tema na qual a música deveria seguir, e geralmente focado na ligação do ser humano com as máquinas. Fazendo o som da banda bastante característico e icônico. Longe de outros artistas eletrônicos contemporâneos como Jean Michel Jarre, Vangelis ou Tangerine Dreams, que trabalhavam com uma eletrônica mais orgânica, o Kraftwerk fazia um som mais industrial, tecnológico e metálico , praticamente inaugurando a música robótica. Foram os pioneiros com o uso de vocoders e sintetizadores. 


Após vários álbuns experimentais, o sucesso da banda veio em 1974 com o álbum Autobahn, e a sua faixa homônima de 22 minutos. A canção foi um hit mundial, demonstrando a grande relação da banda com sintetizadores e outros instrumentos electrónicos. Este álbum foi seguido por uma trilogia de álbuns que influenciou bastante a música popular posterior: Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977) e The Man Machine (1978). Seguiu-se posteriormente sua consolidação com Computer World (1981) e  Electric Café (1986). Posteriormente nos anos 90, resolveram refazer e remodelar suas faixas mais famosas na coletânea The Mix (1991) e por fim, já devagar quase parando lançaram um projeto antigo abandonado o Tour de France Soundtracks (2003) e o single da exposição internacional de Hannover em 2000, Expo 2000. Desde então não existe nada de novidades, vem lançando seus materiais antigos em caixas especiais e filmes em 3D, junto com turnês pelo mundo.

Eu tive a chance de conhecer a banda e assistir a um show deles, na primeira vez que vieram ao Brasil em 1998, no Tim Festival em São Paulo, foi meu primeiro show internacional e foi realmente hipnotizador e sensacional. 

Autobahn
(1974) - A banda já tinha 3 álbuns experimentais lançados entre 1970 a 1973, onde misturavam eletrônica com percussão e flauta. Estes álbuns eram basicamente seguiam o movimento krautrock alemão. E tinha muita influencia da música concreta e eletroacústica do alemão Karlheinz Stockhausen (1928 - 2007), da qual os membros fundadores chegaram a serem alunos. Para Autobahn, a banda pegou como tema a relação de uma viagem longa de carro pelas auto rodovias alemãs, as 'autobahns', na qual quase não existe limite de velocidade. A faixa principal que ocupa todo o lado B, possui mais de 22 minutos, de uma longa sequência viajante, com sons de estrada e barulhos de carro em harmonia com a música, o lado B, é bem mais dividido com 4 faixas entre 3 a 4 minutos cada, sendo "Mitternacht", a faixa que tem uma melodia muito suave. Por incrível que pareça, o álbum fez sucesso e chegou a chamar atenção do outro lado do Atlântico. Assim, o Kraftwerk passou a ser não apenas uma sensação no seu país, mas em todo o mundo, mas em um ritmo menor.



Radio-Activity
(1975) - O sucesso parcial de Autobahn, deu ao Kraft a autonomia de criar mais musica eletrônica baseada em música pop. Tendo como base do novo álbum, o tema sobre Radiação e emissão de rádio, Radio-Activity , supera em anos luz de distância seu disco anterior e fazem a banda se tornarem queridinha de vários outros artistas, como por exemplo, David Bowie, que com base no Kraftwerk, passa a investir mais na música eletrônica. Superior ao anterior, temos singles clássicos como "Radioactivity" e  também "Antenna" , que passaram a serem usados em vinhetas de programas de TV a rádio pelo mundo. Se valendo de novos sintetizadores e outros instrumentos de percussão eletrônicos. O grupo acabou sendo uma sensação na França, onde influenciou os músicos daquele país também. A partir deste álbum, os lançamentos passaram a serem bilíngues, com o lançamento em Alemã, nos países de língua alemã, e inglesa, no resto do mundo. Meu segundo álbum preferido.



Trans-Europe Express
(1977) - Com o público europeu capturado, principalmente na França e Alemanha, o Kraft parte para voos maiores. Trans-Europe Express, tem como tema uma viagem de trem pela Europa e a relação do homem com a máquina mecânica. Tentando criar uma atmosfera agradável com batidas cadenciadas, precipitando o início do tecnopop que iria aportar em outras praias, as inglesas, pouco tempo depois. O álbum tem como base o dois temas específicos: a celebração da Europa e as disparidades entre a imagem e a realidade. Em termos musicais, as canções deste trabalho da banda alemã diferem do anterior estilo krautrock que a caracterizava, com ritmos electrónicos mecanizados, minimalismo e vozes manipuladas em alguns temas. Não chega a superar seu álbum anterior, Radio-Activity, mas possui elementos característicos importantes comparados ao trabalho anterior.


The Man-Machine
(1978) - O Kraftwerk, bastante inspirados, lança um dos seus maiores legados, o álbum The Man-Machine. Cada uma das faixas, uma grande descoberta. Apesar do tema do álbum ser o homem-máquina, iniciando o disco com "The Robots", o que se tornaria sua máquina registrada ainda temos faixas maravilhosas como "Spacelab", "The Model" e "Neon lights", parecem fugir do tema, mas que são obras primas da música dance eletrônica. Neste período, o movimento Disco e a New Wave, estava começando seu auge e bebia bastante deste álbum. O tema do álbum tenta emular a robótica com a glamorização da sociedade urbana. Não é atoa de Donna Summers, passando por Devo, Blondie , B-52's e outros, emulam bastante o som da banda. Melhor álbum da banda.


Computer World
(1981) - Lançado em pleno início do synthpop/tecnopop dos anos 80, influenciou bandas e artistas como Gary Numan, New Order, Simple Minds, Duran Duran e mais uma penca de artistas . Batendo a tecla ainda no 'estilo robótico', foi descrito como um trabalho conceitual futurista que prevê a presença da tecnologia computacional na vida cotidiana. Apresentando temas como computadores domésticos e comunicação digital, o álbum tem sido visto tanto como uma celebração da tecnologia da computação quanto como um alerta sobre seu potencial de exercer poder sobre a sociedade com controle social e vigilância digital. Apesar da temática, a produção do álbum foi totalmente analógica e não envolveu nenhuma tecnologia informática. Destaque para os singles "Pocket Calculator", "Computer Love" e "Numbers".



Techno Pop (Electric Café)
(1986) - Este álbum começou a ser produzido a partir de 1982, mas devido a alguns problemas que a banda teve, incluindo um acidente com o Ralf Hütter que o deixou em coma por vários meses, foi adiado várias vezes e só sendo lançado em 1986. Quase 5 anos após o último lançamento. Originalmente o álbum se chamaria Technopop, mas acabou sendo lançado como Electric Café. Posteriormente, quando houve o relançamento remasterizado a partir de 2009, o nome Techno Pop foi recuperado. A cadência das batidas e o ritmo das canções, transformam este álbum como um dos precursores do movimento Techno e EDM que veríamos algum tempo depois. Uma temática ainda robótica, sem muitas novidades, mas com destaque nas faixas "Boing Boom Tschak", "Musique Non-Stop" e a fantástica "The Telephone Call", todas viraram hits em rádios e propagandas. Foi o primeiro LP do Kraftwerk a ser criado usando instrumentos musicais predominantemente digitais, embora o produto final ainda fosse gravado em fitas master analógicas. Bandas como Depeche Mode ou Human League ou mesmo New Order, beberam bastante destes ritmos. A meu ver é um dos menos inspirados. Também foi o último álbum com a formação clássica que incluía também Wolfgang Flür e Karl Bartos, que abandonaram a banda alguns anos depois.



The Mix
(1991) - O décimo álbum da banda, ...é praticamente uma coletânea de seus maiores sucessos, alguns com novas roupagens e mixagens, mas a própria banda divulgou que o álbum...não era coletânea e nem um álbum de remix que estava na moda no período!!! Uma falta de material novo e com diferenças internas impactando diretamente a produção, o Kraf lançou este álbum sem Wolfgang Flür e Karl Bartos (que chegou a começar a trabalhar em algumas faixas). Ela reflete os grandes sucessos do Kraftwerk em seus trabalhos ao vivo, algumas faixas por exemplo, "The Robots" e  "Radioactivity" , ganharam novas letras. Ao final, continuou o legado da banda, já que refletia a tendência da música eletrônica na qual foram coroados como pioneiro e influenciadores. Após o lançamento o álbum, as apresentações ao vivo cessaram por quase 9 anos e só retornariam aos palcos por volta do final dos anos 90, na qual estiveram pela primeira vez no Brasil, show que assisti e na qual tocam a maioria das músicas na versão deste álbum. 



Tour de France Soundtracks
(2003) - Se parecia que o Kraftwerk estava realmente de vagar, isto parecia realmente correto. Wolfgang Flür e Karl Bartos fora da banda a anos, vontade quase nenhuma de produzir algo novo, parecia que a influenciável banda, tinha perdido sua total criatividade. Mas a partir do final dos anos 90, eles começaram aos poucos retornar nos trilhos, voltaram a turnês(incluindo shows no Brasil), lançaram um single para a Expo Mundial de Hannover 2000, e lançaram um novo álbum de estúdio inédito (ou quase isto)...o Tour de France Soundtracks. Trilha sonora da famosa corrida de bicicletas que ocorre na França todos os anos. Fato alias, que não era inédito, já que o tema principal, já havia sido composto como single em 1983. Este novo álbum após 16 anos do último inédito, foi quase um parto. Mas Ralf Hütter e Florian Schneider entregaram o álbum redondinho. Mais de 50 minutos, com o tema da corrida e ao ciclismo, sempre batendo tecla no homem-máquina (simbiose do ciclista com sua bike). Alias os dois principais músicos eram fãs de ciclismo e praticavam bastante. As batidas e cadências que fizeram sucesso na banda estavam lá, mas não é de longe um belo trabalho. Faltou um pouco mais de criatividade. Mas mesmo tendo mais de 20 anos, o tema principal continua bem feito e tem algumas faixas interessantes como "Aerodynamik" e "Vitamin". Foi o último álbum de estúdio do Kraftwerk com Schneider antes de sua partida da banda em 2008 e seu falecimento em 2020.



Minimum-Maximum
(2005) - Com quase 40 anos de estrada e turnês (inclusive com três passagens no Brasil, na qual a primeira eu estive), o Krafwerk lançou seu primeiro álbum ao vivo em 2005, incluindo um DVD da então turnê. Um álbum duplo. Então estão lá todos os sucessos da banda com seus fundadores, Ralf Hütter e Florian Schneider, na última vez que os dois produziram algo juntos, já quem em 2008, Schneider deixou a banda. Muita batida eletrônica, bastante contemporânea do seu tempo, alias, são versões com muito mais batidas, que seus lançamentos originais, mesmo assim, não deixa de ser um deleite para os fãs, mas ficou a pena, que eles não produziram mais nada nos últimos anos. Como registro ao vivo, está de bom tamanho, ainda mais acompanhado do DVD bacana.




Bonus: Expo 2000  - single que o Kraftwerk após ser comissionado pela Expo Mundial Hannover 2000, lançou com o título original e vários mixes da banda e remixes de outros artistas. Não criavam algo novo desde o álbum 'Electric Café' de 1986. Tá bem trabalhado mas ainda está longe de seus primeiros trabalhos. 


Conclusão: Eu duvido que alguém não encontre nos últimos 40 anos, as batidas eletrônicas do Krafwerk em algum álbum de sucesso da música pop ou dance. A influencia do Kraftwerk foi além da música eletrônica ou dance music, ultrapassou as discotecas e casas noturnas, entrou no sei de movimentos pós-punks e levou o rock a partir das década de 80 a outro nível, até para bandas mais pesadas. Foi além do rock e chegou ao hip hop e ao funk, então se existe um certo exagero em afirmar que o Krafwerk seria os Beatles da música eletrônica, bem, sou meio suspeito para falar, já que sou fã da banda e da música eletrônica, mas em grande parte esta afirmação está correta. Foram revolucionários e influenciaram bastante gente. Podem não ter mudado o mundo como os Bealtes, mas ajudou a criar outro além da nossa capacidade e vão seguir influentes por muito tempo. Em 2011, foram finalmente induzidos no Hall da Fama do Rock'n'Roll, merecidamente !!!

Nota para banda :  5 de 5
Nota para Composições: 4 de 5
Tudo perfeito. Banda Evolution  !!!




segunda-feira, 2 de maio de 2022

Discografia comentada : The Beatles (1962 - 1970)


Aquela famosa frase, "Algumas bandas revolucionaram a música, mas apenas uma revolucionou o mundo!", está corretíssima em se falando do lendário quarteto de Liverpool, The Beatles, banda formada por Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. Sem sombra de dúvidas foram revolucionários. Engraçado, que apesar de gostar da banda, nunca tinha escutado por completo toda sua discografia de lançamento oficial, os 13 álbuns, conhecia um ou outro, e várias coletâneas, mas nunca todos os 13 completos, então com a disponibilidade agora online, aproveitei a chance.

Hoje temos o Spotify e Deezers e outras lojas de músicas de nuvem a disposição, e com uma conta free no Deezer, resolvi arriscar escutar todos os álbuns oficiais (13 ao todo) dos Beatles, em ordem cronológica de lançamento, mas com uma audição nos demos e primeiros trabalhos com o Tony Sheridan, na qual a banda fez apoio anteriormente ao sucesso. Desde o princípio, dá pra se notar que eram 'trabalhadores' competente da música. Mas isto já existia e ainda existe aos montes, então a medida que gravavam seus álbuns seguintes, eles evoluíram o som acrescentando novidades que foram muito bem aceitas por seu público que se tornou fiel e cativado a cada dia e isto a nível global, chegando a ponto de mudarem suas músicas para um nível nunca visto e transformando o rock radicalmente, fazendo outras bandas seguirem e trilharem seus caminhos mais além. Rock'n'Roll, rockabilly, surf rock, hard rock, heavy metal, progressivo, psicodélico, lisérgico, eles passaram por todas as fases mas sem nunca se fixarem, pois eles não eram comodistas e sempre estavam a frente para indicar o caminho que os outros iriam seguir.

 Como uma banda inglesa, eles começaram como outras bandas do seu país (ou reino como preferirem), imitando os artistas americanos, já que o rock'n'roll, era uma novidade entusiasmada para os jovens daquela época(final dos anos 50). Então surgiram várias bandas fazendo covers e imitações destes artistas como Elvis, Chuck Berry, Little Richards, Bill Halley entre outros. Os rapazes de Liverpool (uma cidade operária e portuária que recebe bastante imigrantes irlandeses) seguiram este caminho,  e começaram a tocar nos porões da cidade, em especial no Carven Club, um lugar onde várias bandas se apresentavam. Chegaram a ir pra Hamburgo atrás de algum prestígio, mas acabaram voltando as terras inglesas, onde já com um bom bate boca, começaram a chamar atenção de alguns empresários. Tony Sheridan, convidou os caras para ser sua banda de apoio e fazer algumas gravações, na qual "My Bonnie" , foi um single que teve uma certa audiência e chamou atenção de um dono de loja de discos chamado Brian Epstein. Ele viu nos rapazes uma mina de ouro, pois sabiam que eram competentes, e foi atrás das grandes gravadoras que se negaram a oferecer um contrato, já que 'bandinhas de rock existiam aos montes'. Uma que apostou neles foi a EMI, na qual chamaram o maestro George Martin, que viu grande potencial, mas primeiro sacaram o baterista Pete Best e colocaram outro baterista chamado Ringo no lugar. Epstein, transformou a banda com muita disciplina mudando seu visual, terninhos modernos, e mudança de comportamento com disciplina...então lançaram seu primeiro LP, "Please, Please Me" e ....se tornaram uma coqueluche(que muitos pensaram ser passageira, mas não foi isto que aconteceu). A gravadora praticamente tinha que lançar dois álbuns por ano para aproveitar os novos midas , depois vieram os filmes, desenho animados, turnês mundiais e ...o resultado todo mundo já conhece. 


A banda foi o que foi, não só pela disciplina, pois após um determinado período, eles quiseram se arriscar a voos mais altos, praticamente mudando o tipo de som, definido sons futuros, experimentações, evoluções e finalmente...revoluções. Isto muitas bandas já tentaram, mas em sua maioria, fracassaram. Os Beatles talvez conseguiram, porque tudo que eles faziam, era com amor e paixão, mesmo que o ambiente entre eles não fosse lá muito bom ou sadio. Enfim, em 1970, já cansados de tudo e seu desgaste e atritos internos, com Lennon já pulando fora no meio das gravações de Let it Be, Paul McCartney anunciou o fim da banda, que nunca mais se reuniu novamente.  

Aqui vai meu comentário álbum a álbum todo o que dá pra sentir destas gravações, eu nunca tinha feito isto antes na vida...

"Please, Please Me" - Lançado em março de 1963, a gravação logo de cara, mesmo que imitassem seus ídolos americanos com um ou outro cover, eles sacaram que poderiam compor suas próprias músicas e fazer seus próprios sucessos já no primeiro álbum "Please, Please Me" (1963). Isto fez a dupla Lennon&McCartney a mais famosas de todos os tempos, mesmo que já na sua fase final, ou era música de Lennon ou de Paul, mas continuaram assinando juntos. Dá pra tirar os grandes sucessos:  "I Saw Her Standing There", "Misery", "Please Please Me","Love Me Do", "P.S. I Love You", "Twist and Shout" e "A Taste of Honey".


"With the Beatles" - 
Em novembro de 63, 6 meses depois do álbum de debut da banda, chegava ao mercado um segundo álbum. Naquele período, já ficou claro pra gravadora EMI, que as vendas estratosféricas e a alta demanda dos fãs, não daria pra esperar de um ano para um próximo...e eles praticamente tiveram que entregar dois albuns por ano , ano a ano... para este segundo, a demanda de shows também estava alta, então tiveram que encontrar alguns meses na agenda, para colocar os caras de Liverpool no estúdio e mandarem bala para o álbum seguinte. Este álbum praticamente continua o que já estavam fazendo. É o mesmo Ie, Ie, Ie de sempre ou rock romântico, imitando os músicos americanos, tudo na mesma linha do anterior. Pela primeira vez, George Harrison encaixa uma música no disco, predominado por Lennon&McCartney. Mas a qualidade ainda era alta, podemos tirar daqui: "It Won't Be Long", "All My Loving" , "Please Mister Postman", "Roll Over Beethoven", entre as famosas.


"A Hard Day's Night" - Os caras mau tinham um ano de sucesso, quando viram a oportunidade de fazer um filme musical com eles(imitando Elvis que já fazia isto a muito tempo), e lançar um álbum em cima para aproveitar este sucesso. Assim em 1964, "A Hard Day's Night" foi lançado nas lojas junto com o filme homônimo, que teve o título no Brasil de "Os Reis do Ie, Ie, Ie" (tive a oportunidade de assistir uma reprise nos cinemas por volta de 2002). A Beatlemania já era uma loucura mundial e o filme/álbum só elevou isto a enésima potência. E como time que está ganhando não se mexe, praticamente o mesmo tipo de música agitada, romântica e louca de sempre. Além da faixa "A Hard Day's Night", temos ainda "Tell Me Why", "Can't Buy Me Love" , "I'll Cry Instead" e "And I Love Her".



"Beatles for Sale" - No final de 1964, o quarto álbum foi lançado. Sabendo que time que está ganhando não se mexe, a ideia era a mesma desde o primeiro disco, Ie-ie-ie, vende e muito, lá foram os rapazes, quase sem tempo para viver socialmente, para mais uma etapa de transformar som em ouro. Os Beatles estavam exaustos das turnês e gravações que vinham realizando. Dois meses e oito dias após gravarem o terceiro álbum A Hard Day's Night, eles voltaram ao estúdio para gravar Beatles for Sale. Haviam acabado também uma turnê pela Austrália, Nova Zelândia, Finlândia, Dinamarca e Suécia e feito várias aparições em programas de TV e rádio na Inglaterra. Trouxe mais covers, dá pra ver que seria mais do mesmo. Mas podemos destacar aqui: "No Reply", "Mr. Moonlight", "Kansas City / Hey-Hey-Hey-Hey!","Eight Days a Week"



"Help"
- Em agosto de 65, já começava a ficar claro ali, que os Beatles queriam uma mudança. "Help" foi a trilha sonora do segundo filme de cinema da banda, e também o primeiro a cores. Existe uma evolução da trilha do "A Hard Day's Night", não era apenas o ie, ie, ie de sempre. Lennon e Paul começam a melhorar suas composições, e agora apesar de serem registradas Lennon&McCartney, as músicas ou são de Paul ou são de Lennon. Temos Lennon compondo ao estilo de Bob Dylan em "You've Got To Hide Your Love Away", e a candidez de Harrison em "I Need You". Além do sucesso de "Ticket To Ride" e da música "Help", o álbum ainda tem uma preciosidade: a música "Yesterday", nada menos que a canção mais regravada na história da música. Este álbum praticamente fecha o ciclo da banda e se inicia outro...



"Rubber Soul"
- Lançado no final de 1965. Eu considero um dos top álbuns dos Beatles. Aqui é o álbum na qual a banda começou a tornar seu som mais eclético e sofisticado. Help finalizava a fase ie, ie, ie, e Rubber Soul começava a fase na qual eles mostravam que não era uma banda da moda, e já começavam a preparar um som revolucionário. A capa já mostrava uma foto distorcida da banda, com os cabelos maiores e olhares vazios...Neste tempo, depois de amenizada a força primitiva do Rock, com a explosão do folk rock e da surf music, cada membro grupo passou a utilizar-se de todas as potencialidades que os estúdios de gravação podiam oferecer. Eles simplesmente, mesmo ganhando milhões de libras com turnês, ignoram todos os pedidos e se voltam apenas para composições e estúdios. A gravadora é claro, pode ter achado no começo que poderia ser loucura, mas sabiam que eles chegaram no seu amadurecimento musical, na qual, qualquer coisa que tocassem, seria um grande sucesso (dinheiro entrando, diga-se) então eles estavam livres pra fazerem o que quiser. O resultado ? Músicas com o uso do cítara em "Norwegian Wood", o lirismo de "In My Life" e "Michelle", a solidão pungente de "Nowhere Man", enfim, Rubber Soul foi considerado o mais inovador álbum de rock lançado até então.


"Revolver" - 
Em agosto de 1966, os Beatles lançam seu sétimo álbum, "Revolver", com uma capa desenhada, bem diferente. Este álbum é considerado ainda mais inovador que "Rubber Soul". Marca a adesão oficial dos Beatles ao Psicodelismo. Passeia desde a música oriental "Love You To", aos apelos vibrantes de "Got to Get You into My Life", da solidão lúgubre de "Eleanor Rigby", ao experimentalismo psicodélico de "Tomorrow Never Knows" e o ufanismo de "Yellow Submarine". Letras cada vez mais profundas, composições recheadas de lirismo. Os fãs só aumentavam e os críticos não tinham nem palavras...mas o algo inovador ainda iria acontecer...a banda estava preparando sua obra prima, nem que para isto teriam que esperar até o ano seguinte pra saber.


"Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band"
- Maio de 1967, o mundo era sacudido por bombas no Vietnã e pelo oitavo álbum dos Beatles. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, é simplesmente um dos álbuns mais revolucionários da música (não só rock) de todos os tempos e um dos mais vendidos. Já começa com a capa marcante na qual os membros aparecem ao lado de várias personalidades do século XX.  Agora a banda apresenta  na forma de personagens fictícios , o Sgt.Pepper e a sua banda, os próprios Beatles, levando a alegria e diversão nas diversas partes do mundo, com direito a uniformes e figurinos psicodélicos. Muito antes do camaleão Bowie dar suas caras com diversos personagens ou de bandas fakes virtuais como Gorilaz surpreenderem as pessoas, os Beatles inovaram nisto. Era um álbum conceitual. E os críticos ? Uma esmagadora maioria aclamaram Sgt.Pepper's. E onde estavam aqueles críticos que no começo da carreira da banda, falavam que o som deles não tinham futuro ???? Mesmo compondo separados, até Ringo compôs ("With a Little Help from My Friends"), eles chegaram a sua perfeição. Aqui temos clássicos como a homônima, a já citada de Ringo, além de "Lucy in the Sky with Diamonds" , "A Day in the Life" , só pra citar as mais conhecidas. Este com certeza, foi o álbum mais revolucionário da banda.



"Magical Mistery Tour" - Teriam os Beatles ainda fôlego para lançar um novo álbum ainda em 1967, na esteira do sucesso de Sgt.Pepper's ? A resposta veio em novembro daquele ano. Um projeto atrelado a mais um filme da banda, uma estória psicodélica e louca dos Beatles viajando em um ônibus pelo Reino Unido. Foi exibido para a TV BBC, foi durante malhado pela crítica, mas suas músicas ao contrário, deixaram a banda novamente no topo, o que não deixava de ser novidade. Já que tudo que faziam, eram sucessos imediatos. Apesar das críticas largamente difundidas na mídia em relação ao filme, a trilha sonora foi um sucesso de crítica e público e foi indicada ao Grammy. E a resposta se eles conseguiram fazer algo interessante após Sgt.Peppers, nem precisava argumentar. Além da faixa homônima, que abre o álbum, temos ainda a deliciosa "The Fool on the Hill" , "I Am the Walrus" , "Strawberry Fields Forever" , "Penny Lane"  e "All You Need Is Love"  ....só clássicas hoje em dia. As letras ainda escritas com muita profundidade pela banda.



"The Beatles - (White Album)" - Para o décimo álbum de uma banda já madura, revolucionária e influenciadora, a EMI autorizou um álbum duplo em 1968. Tipo de gravação arriscada, só os tops conseguiam este feito, no caso dos Beatles, nem precisava autorizar. Mas eles vieram para o estúdio totalmente diferentes. Voltavam de uma turnê de meditação na Índia, onde conheceram o Maharish, um guru indiano amigo do George Harrison, cada vez mais envolvido com música oriental. John Lennon e Paul, com novas parceiras e casamentos defeitos e Ringo indo na deles. E ainda tinha o baque da morte do Brian Epstein, o cara que praticamente "criou" a banda. O individualismo era bastante evidente. Lennon levava a Yoko para o estúdio, o que quebrava as regras de não levarem mulheres parceiras durante as gravações, Paul cada vez mais nervoso e controlador e Ringo, vendo tudo parecer indo para o pior caminho, simplesmente anuncia sua saída da banda...então os 3 se reuniram, botaram a cabeça no lugar, chamaram o Ringo de volta com muita festa e pedido de desculpas e depois de muito trabalho o álbum saiu. Nem foto de capa tinha, era simplesmente um fundo branco com o nome da banda em relevo (em contraste com o Sgt.Peppers por exemplo). Apesar de ser o mais fraco da banda (não o pior, pois Beatles não tinha álbum ruim), dá pra ver eles atirando em várias direções, desde uma tentativa de voltar ao rock básico do ínicio da carreira bem Chuck Berry, até experimentalismos a la Karlheinz Sotckhausen. O que se pode tirar lá?  "Back in the U.S.S.R." , "Ob-La-Di, Ob-La-Da" , "Blackbird", "Helter Skelter" (aqui praticamente iniciando o heavy metal), "Revolution 1" e a experimental e louca "Revolution 9". Vendeu ??? Muito...mas ja´ foram muito melhores...e já dava indícios de cansaço e fatiga entre Paul, John, Ringo e Harrison.



"Yellow Submarine" - 
Lançado em janeiro de 1969, este álbum, faz parte da trilha sonora do quarto filme dos Beatles, "Yellow Submarine", uma animação, na qual o quarteto se mostrava pouco interessada em participar, mas quando vieram o resultado final, filmaram cenas adicionais com eles em pessoa. O álbum contém seis músicas dos Beatles, incluindo quatro novas canções e "Yellow Submarine", lançado anteriormente, e "All You Need Is Love". As restantes músicas do álbum são uma regravação da banda sonora orquestral do filme pelo produtor da banda, George Martin. Diria que é um álbum interessante, mas muito longe de um grande álbum. Harrison aproveitou para colocar algumas composições que chegaram a ser rejeitadas em álbuns anteriores: "Only a Northern Song" e "It's All Too Much" .


"Abbey Road" - 
Lançado em setembro de 1969, com os Beatles já no seu final...mas apesar de tudo, nem é de longe um album ruim, alias, é muito bem gravado e produzido. Seria o último álbum da banda, mas foi lançado antes de Let it Be, que era vinculado a um novo filme cujo projeto demorou. Não parece ter turbulências ou falta de vontade em compor aqui. Parece até que a banda mostrava que iriam continuar por muito tempo. Neste álbum estavam bastante soltos, George Harrison compôs "Something" (só perdendo para Yesterday, como o single mais vendido da banda) e "Here Comes the Sun", mostrando que era um compositor de primeira. E ainda temos : "Come Together"  ,"You Never Give Me Your Money" , "Oh! Darling" e até uma composição bacana do Ringo,"Octopus's Garden" . Não precisa dizer que eles continuavam no topo. Composições maduras, mensagens adultas para uma geração adulta. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock. Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente.



"Let it Be"
- Ultimo álbum dos Beatles lançado em maio de 1970, na verdade, o último gravado é Abbey Road, mas Let it Be foi lançado bem depois, pois veio de um projeto que começou primeiro e foi adiado devido a vários problemas. A ideia do álbum, era fazer parte da trilha sonora do último filme dos Beatles, mostrando eles em estúdio, compondo, gravando e fazendo seu último show ao vivo, em cima do telhado da gravadora Apple, antes da polícia baixar e mandar desligar tudo. Inicialmente o projeto se chamaria "Get Back", mas após vários cancelamentos, atrasos e o desligamento de John Lennon no meio das gravações para comunicar sua saída dos Beatles, o álbum teve que ser remodelado para ser lançado finalmente em 1970. Pouco tempo após o lançamento, Paul McCartney anunciava o fim definitivo da banda, para desespero de milhões de fãs, fazendo "Let it Be", um dos seus álbuns mais sentimentais. Mas ao contrário do que possa parecer, o álbum ainda possui excelente músicas, e mostra a banda muito bem afiada em composições que variavam bastante. Lennon cria um das suas músicas mais lindas, "Across the Universe" ( com direito um mantra indiano), Paul compõe a icônica "Let it Be", George Harrison ainda afiado com "I Me Mine", ainda temos a melancólica e bela "The Long and Winding Road"  e é claro, "Get Beck". Só uma delas já valeria todo o álbum.

Conclusão

O que pode se constatar é que os Beatles, não completaram nem uma década de gravação, mas seus 13 álbuns capturaram o público não importando o tipo, estilo ou melodias que compunham. E é até triste notar, que seus últimos álbuns, estão longe de serem álbuns ruins, e o seu fim, foi no auge do sucesso, onde nunca conheceram de nenhuma forma o fracasso comercial. Depois do fim da banda Lennon, Paul , Ringo e George continuaram a lançar álbuns solos maravilhosos e gravar músicas maravilhosas, voltaram a realizar excursões, mas nunca mais formaram os Beatles novamente (houve quase uma chance quando Paul e John chegaram a se reconciliar brevemente), infelizmente o assassinato covarde de John Lennon, pois fim ao sonho de ver a banda junta de novo, e hoje, restam apenas 2 deles vivos. E ao longo de 50 anos, as gravadoras ainda continuaram a explorar a banda em outros álbuns, restos de gravações, apresentações em rádio e TV, antologias , documentários e outros, mostrando que eles ainda continuam relevante em mais de meio século...e continuaram a levar sua alegra e mensagem de paz e amor por gerações e gerações neste planeta... 


Nota para banda :  5 de 5
Nota para Composições: 5 de 5
Tudo perfeito. Banda Evolution , Revolution  !!!


OBS: 
O texto reflete a minha visão pessoal após escutar toda discografia oficial de lançamento (os 13 álbuns) dos Beatles, sendo que parte do texto pode ter sido adaptado de outros sites com inúmeras fontes. Agradeço a compreensão. 



 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Nicholas Meyer retorna seus romances de Sherlock Holmes


Conhecido pelos fãs de Star Trek, "trekkers" como o melhor diretor/roteirista da franquia,  o norte-americano Nicholas Meyer (1945), também foi responsável por escrever para outro ícone cultural, o famoso detetive Sherlock Holmes, criado em 1887, por Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930).  O personagem de Doyle, captou a imaginação do público por quase dois séculos e ainda é uma grande referência na cultura pop mundial em diversos outros meios culturais como  livros pastiches (não escritos por Doyle), peças de teatro, programas de rádio, cinema, quadrinhos, jogos de tabuleiros, games e séries de TV. Enfim, o famoso detetive nunca perde seu encanto com público. Recentemente filmes de cinema com  o ator Robert Downey Jr, ou séries de TV, com o ator Benedict Cumberbatch, ainda continuam a despertar interesse e a aumentar a popularidade por várias gerações de  fãs .


 Nicholas Meyer, um grande fã do detetive, e muitos anos antes de se aventura pelo espaço com a nave Enterprise, começou a escrever sua própria estória pastiche de Sherlock. O que levou Meyer a escrever foi uma greve de roteiristas em 1973, na qual paralisou a indústria cinematográfica naquele ano, e para ocupar seu tempo, já que não poderia escrever para TV ou cinema, ele se dedicou totalmente a Sherlock Holmes. Meyer desenvolveu um interesse por Sherlock Holmes quando adolescente e ao longo dos anos pensou em escrever uma história onde Sherlock Holmes encontra Sigmund Freud, tendo aprendido sobre o fundador da psicanálise com seu pai psiquiatra. A greve foi o ímpeto para desenvolver as várias ideias que ele teve ao longo dos anos em um livro. Meyer escreveu o livro à mão e depois datilografou o texto sentindo que isso o colocaria melhor na mentalidade de "editar" as palavras de Watson. Ele acrescentou erros e erros de continuidade deliberados para melhor fornecer a ilusão de ser uma extensão das obras originais.

 

Lançado em 1974,  o livro " The Seven-Per-Cent Solution: Being a Reprint from the Reminiscences of John H. Watson, M.D" pela editora E. P. Dutton, na qual relata sobre um manuscrito perdido do Dr.Watson, que revela a busca de Sherlock Holmes pela cura de seu vício em cocaína, ao se consultar em Viena  com o famoso psiquiatra Sigmund Freud. O livro acabou sendo um grande sucesso e se tornando um dos best-sellers instantâneo, sendo que ficou na lista dos mais vendidos do Jornal The New York Times por  40 semanas entre 1974 a 1975 e o nono melhor livro do ano da lista da revista Publishers Weekly. O livro foi lançado no Brasil com o título "Uma Solução 7 por Cento", atualmente fora de catálogo..

 

O sucesso instantâneo levou Meyer a desenvolver um roteiro cinematográfico e vende-lo a Universal Studios, que lançou o filme " The Seven-Per-Cent Solution" (Visões de Sherlock Holmes) em 1976 nos cinemas. Com direção de Herbert Ross (A garota do adeus) e um grande elenco de estrelas formado por Nicol Williamson (Excalibur) como Sherlock , Robert Duval (O Poderoso Chefão) como Dr.Watson, Alan Arkin(Argo) como Sigmund Freud, Vanessa Redgrave(Camelot) como Lola Deveraux e Sir Laurence Olivier(Hamlet) como Professor Moriarty. O filme fez boas críticas e bilheteria moderada e foi indicado ao Oscar em 1977 em duas categorias, Melhor Roteiro Adaptado para o próprio Meyer e Melhor Figurino, não vencendo em nenhuma.  O filme também deu oportunidade a Meyer ser aceito dentro de Hollywood, na qual posteriormente desenvolveu vários filmes incluindo os da franquia Star Trek.

 


Visões de Sherlock Holmes (1976)

 


Mas Meyer não se limitou apenas a este romance, o sucesso levou a outro romance pastiche de Sherlock, " The West End Horror: A Posthumous Memoir of John H. Watson, M.D." lançado em 1976.  No livro, o próprio autor conta sobre o sucesso do livro anterior e fala que recebeu várias ideias para novas histórias de Sherlock. Uma que ele achou bastante interessante, seria de uma mulher que entregou para ele uns manuscritos que pertenciam a uma descente direta de Sherlock Holmes sobre um caso que envolve uma série de assassinatos na região de West End em Londres. O livro ficou 11 semanas nos mais vendidos do The New York Times. Foi lançado no Brasil com o título:  "O Drama do Savoy", já fora de catálogo.  Desta vez não houve mais filmes adaptados do roteiro. Visto que Meyer passou a ficar bastante ocupado durante praticamente todo anos 80 e começo dos anos 90, escrevendo e dirigindo para Hollywood.

 

 

 


Mas Meyer não havia desistido fácil de Sherlock. Em 1993, após 17 anos, ele voltou ao mundo do famoso detetive particular, ao lançar o livro "The Canary Trainer: From the Memoirs of John H. Watson ". Neste livro, mais um manuscrito perdido do Dr. Watson,  que se passa no começo do século XX, Sherlock e Watson, estão envolvidos em eventos misteriosos envolvendo o Fantasma da Ópera. No prólogo, Meyer refere-se aos "papéis de Baring-Gould" como tendo causado uma retomada do interesse na vida de Holmes, e Meyer inclui várias alusões às obras de William S. Baring-Gould. Este terceiro livro, não fez sucesso como os anteriores, recebendo críticas mistas. Nem sequer chegou a ser publicado no Brasil.

 

 

  

  

 


Novamente, após décadas voltadas a trabalhos no cinema e TV ,mas sem publicar romances do famoso detetive,  Nicholas Meyer resolveu retornar a velha Baker Street após 26 anos de seu último livro. Na verdade, ele retornou com tudo, publicando 2 livros nos últimos 4 anos. Em 2019, ele lançou "The Adventure of the Peculiar Protocols: Adapted from the Journals of John H. Watson, M.D.", baseado em outro manuscrito perdido de Watson com uma estória que gira em torno do famoso Protocolo do Priorado de Sião. O romance conta a estória de Holmes e Watson investigando um agente do serviço secreto britânico que foi encontrado morto no rio Tamisa, levando manuscritos para a Inglaterra. Os dois viajam de Paris para a Rússia na tentativa de desmistificar a origem do documento. Teve críticas melhores que o livro anterior. E chegou a entrar na lista dos mais vendidos do jornal The Los Angeles Times, em novembro de 2019. O motivo que levou Meyer a publicar um novo romance do detetive após vários anos ? "Como você enfrenta Donald Trump, eu pensei, 'Bem, eu conto histórias, então talvez eu pudesse escrever um romance secreto sobre isso," Meyer disse ao The Hollywood Reporter. "O romance foi uma síntese dos meus interesses na falsificação, sendo eu próprio um certo falsificador, como pude perceber, e o meu alarme com a proliferação de falsificações  e fake News de políticos que agora acusam os outros do que estão a fazer e gritam 'finja isso' e 'finja aquilo', então somos como um pelotão de fuzilamento idiota, todo mundo atirando em círculos. Pensei em tentar resolver o problema ", acrescentou. Meyer considerou a possibilidade de adaptar este livro para um filme, como fez com seu primeiro romance de Holmes:  "Se alguém me pagar, eu faço, sim", disse Meyer ao THR.

  


O quinto livro sobre o detetive, foi lançado em 2021, "The Return of the Pharaoh: From the Reminiscences of John H. Watson, M.D.".  Neste livro, que se passa no começo do século XX, o Dr.Watson viaja até o Egito, com sua segunda esposa, Juliet, que está sofrendo de tuberculose e precisa se tratar em um sanatório egípcio. Pouco depois Watson encontra surpreso, Sherlock Holmes, que foi investigar o desaparecimento de um importante nobre inglês naquele país, o que leva os dois a uma trama de assassinatos e espionagem.  Segundo Meyer, a inspiração para este novo romance foi um pedido de seu editor pra fazer uma estória de Holmes no Egito e também do fascínio dele por antigas produções "espada e sandália" que ele assistia quando criança "A Terra dos Faraós" (Howard Hawks), "O Egipcio"(Michael Curtiz), e "Vale dos Reis" (Robert Pirosh)e seu interesse por egiptologia.

  

 Segundo Meyer, "escrevo Holmes pelos motivos que o li: para passar um tempo em sua companhia reconfortante. O mundo, nem é preciso ressaltar, parece um lugar mais traiçoeiro, incerto e caótico do que nunca. Recuar por um tempo para uma era em que as coisas eram presumivelmente mais simples é se entregar a uma espécie de comida reconfortante. Holmes como purê de batata. Tolstoi disse que o propósito da arte é nos ensinar a amar a vida, mas também pode-se argumentar que a arte às vezes pode nos ajudar a resistir ou escapar da vida."

 

Segundo o próprio escritor, ele está escrevendo mais um novo romance sobre Sherlock Holmes, na qual sua atual editora, a Minotaur Books (que publicou o seus dois últimos livros) estaria interessada em publicar. Ficamos no aguardo.

  

Infelizmente seus últimos três livros não foram publicados no Brasil !

Fontes:https://www.nicholas-meyer.com/https://mediamikes.com/2020/12/a-conversation-with-author-and-filmmaker-nicholas-meyer/https://www.hollywoodreporter.com/lifestyle/lifestyle-news/nicholas-meyer-inspiration-behind-latest-sherlock-holmes-tale-1248387/https://lapl.org/collections-resources/blogs/lapl/interview-author-nicholas-meyerhttps://crimereads.com/conan-doyles-children-or-thoughts-on-the-competition/https://www.kirkusreviews.com/book-reviews/nicholas-meyer/the-return-of-the-pharaoh/

sexta-feira, 30 de julho de 2021

"Juno to Jupiter" - Vangelis lança novo trabalho baseado em missão da NASA em Júpiter


O Multi-instrumentista eletrônico grego, Vangelis, está lançando um novo álbum no mercado, junto com a gravadora UNIVERSAL pelo selo Decca, trata-se de "JUNO TO JUPITER" com o lançamento oficial programado para 25 de setembro de 2020 inicialmente, mas que acabou sendo adiado devido a vazamento do álbum em alguns sites. O álbum foi um trabalho que Vangelis fez com a NASA, a agência espacial americana, na qual ele foi comissionado inicialmente parar criar uma trilha sonora para os vídeos da missão da sonda espacial JUNO(desenvolvida pelo JPL-NASA), para estudar o maior planeta do sistema solar, Júpiter. Desde dezembro de 2013, a NASA tem soltado vídeos oficiais da Missão Juno com músicas de Vangelis, sejam originais ou não. Agora a UNIVERSAL/Decca anuncia o lançamento para 24 de setembro de 2021, praticamente um ano depois do programado.



Missão Juno

Lançada ao espaço pela NASA em 05 de agosto de 2011,direto do Cabo Canaveral , na Florida, por um foguete Atlas V, em uma missão de pesquisa de 6 anos, a nave fez um sobrevoo na Terra novamente em outubro de 2013, para pegar um impulso para ser arremessada mais rápido a Júpiter, na ocasião a NASA postou um vídeo oficial feito pela sonda Juno se aproximando e se distanciando do sistema Terra - Lua, com uma música inédita de Vangelis, publica oficialmente em Dezembro de 2013.




Posteriormente em Julho de 2016, a sonda Juno chegou ao sistema jupteriano entrando em orbita do gigante do sistema solar, ocasião que a NASA publicou um novo vídeo com uma animação da chegada. Foi usado a música "Titans" da trilha sonora composta por Vangelis do filme  Alexandre (2004) de Oliver Stone.




Em Dezembro de 2017, o Jet Propultion Lab (JPL-NASA), divulgou as resultados das pesquisas realizadas no planeta Júpiter durante um ano de missão  Juno.  Um vídeo de animação levando o espectador à atmosfera de Júpiter foi lançado com novas músicas de Vangelis:




Em maio de 2018, o JPL-NASA divulgou um novo vídeo da missão Juno, com imagens inovadoras do sobrevoo de Juno ao Polo Norte de Júpiter, filmado em infravermelho. Vangelis compôs uma nova música para este vídeo:



E em 05 de agosto de 2020, novamente o JPL-NASA, divulgou um novo vídeo da Juno em Júpiter, com uma montagem com as imagens da sonda mostrando a formação de tempestades com raios nas nuvens do gigante gasoso, acompanhadas de uma música inédita de Vangelis




Assim, as expectativas para o lançamento do prometido álbum desta missão já são altas, pois ele é prometido desde 2018. Em verdade, aquele era o ano oficial do encerramento da Missão Juno a Júpiter, só que a sonda ganhou mais uma missão estendida por mais um tempo e a previsão é que ela se encerre com um voo suicida direto ao planeta em Julho  de 2021. Os engenheiros do JPL e equipe propuseram uma extensão que permitiria que as atividades continuem por mais tempo para sobrevoar algumas das principais luas jovianas de perto e aumentar a diversidade dos objetivos científicos. Esta extensão foi aprovada em janeiro de 2021, assim a sonda poderá continuar sua missão de exploração até setembro de 2025 ou até o fim da sua vida — o que acontecer primeiro. Nisso, a nave irá continuar realizando as observações essenciais de Júpiter, além de investigar também os anéis e luas do planeta por meio de sobrevoos de Ganimedes, Europa e Io.


Em 8 de outubro de 2020, a NASA lançou mais um novo vídeo da missão Juno a Jupiter. O filme é uma reconstrução de como seria a filmagem real de um voo de Júpiter, com base em 41 fotografias tiradas pela sonda. O vídeo é acompanhado por uma nova música de Vangelis. Tal como acontece com os outros vídeos lançados pela missão Juno, a música não está realmente entre as composições do próximo álbum e provavelmente só será ouvida neste vídeo:





Em 24 de junho de 2021, a NASA publicou novo vídeo, com o 34º sobrevoo da sonda Juno a Jupiter bem como um voo a seu satélite Ganimedes: 




Agora com o anúncio oficial realizado pela UNIVERSAL/Deeca em Julho/2021, podemos finalmente deslumbrar o tão aguardado álbum, seguido do primeiro single  "In The Magic Of Cosmos" (Já disponível nas plataformas digitais):


LINKS

Spotify: https://open.spotify.com/track/6l6eGJDCe2d0sEsgJNi2cU?si=c49d987b6ad4424a&nd=1

Apple Music: https://music.apple.com/us/album/juno-to-jupiter/1525721308

Deezer: https://www.deezer.com/br/album/246732882


RELEASE OFICIAL:



VANGELIS

    "JUNO TO JUPITER"


O AMANHECER DA VIAGEM DOS ENTUSIASTAS PARA O ESPAÇO,

JUNO TO JUPITER É UMA VIAGEM MUSICAL MULTI-DIMENSIONAL IMERSA EM

SONS DO COSMOS


RECURSOS DE GRAVAÇÃO POR VANGELIS

ANGELA GHEORGHIU, SOPRANO, AS JUNO

CD DE ÁLBUM E DIGITAL LANÇAMENTO PELOS REGISTROS DECCA EM 24 DE SETEMBRO

VINIL E UMA CAIXA DE EDIÇÃO LIMITADA A SEGUIR


Decca Records anuncia o lançamento do novo álbum de Vangelis "Juno to Jupiter" em 24 de setembro. O álbum estará disponível em CD e formatos digitais, com vinil e uma caixa de edição limitada definida a seguir.


O trabalho, inspirado na missão inovadora da NASA pela sonda espacial Juno e sua exploração contínua de Júpiter, é uma jornada musical multidimensional com a voz da superestrela da ópera Angela Gheorghiu. O álbum inclui sons do evento de lançamento de Juno na Terra, da sonda e seus arredores e da jornada subsequente de Juno que foi enviada de volta à Terra a partir da sonda, que continua a estudar Júpiter e suas luas: 365 milhões de milhas de distância da Terra em seu ponto mais próximo.


A missão Juno, uma das missões planetárias mais desafiadoras e cientificamente ambiciosas da NASA já tentada, recebeu esse nome em homenagem a Hera (em romano Juno), que, de acordo com a mitologia grega, era a mãe de deuses e humanos e esposa de Zeus, em romano Júpiter, que foi o pai dos deuses e dos humanos. Para esconder suas travessuras, Júpiter envolveu-se com um véu de nuvens. No entanto, Hera / Juno foi capaz de perscrutar através das nuvens e descobrir as atividades de seu marido com seus poderes especiais. Da mesma forma, a espaçonave Juno está olhando por baixo das nuvens, revelando a estrutura e a história do planeta e como nosso sistema solar foi formado.


“Pensei em colocar ênfase nas características de Júpiter / Zeus e Hera / Juno que, segundo a Teogonia Grega, tinham uma relação especial. Achei que deveria apresentar Zeus / Júpiter apenas com o som, pois as leis musicais transformam o caos em harmonia , que move tudo e a própria vida. Ao contrário, para Hera / Juno, senti necessidade de uma voz. Angela Gheorghiu, representa nesta representação histórica da missão ao planeta Júpiter, Hera / Juno, de uma forma deslumbrante. "

- Vangelis


Este julho marca o aniversário de cinco anos da inserção da espaçonave Juno na órbita de Júpiter. Lançado em 2011 da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Juno chegou a Júpiter em 4 de julho de 2016. Devido à sua importância, a missão que estava programada para ser concluída em 31 de julho foi estendida pela NASA e agora Juno continuará explorando o sistema Joviano completo - Júpiter e suas luas - até setembro de 2025.


As vozes apresentadas no álbum, cortesia da NASA, incluem os cientistas Randall Faelan (Lockheed Martin, Líder de Operações em Tempo Real de Exploração do Espaço Profundo), Chris Leeds (Lockheed Martin, Engenheiro Sênior da Telecom), Jennifer Delavan (Lockheed Martin, Sistemas de Naves Espaciais) e Matt Johnson (Gerente de Missão Juno, JPL / Caltech).


Vangelis, um pioneiro da música eletrônica, com sua imaginação cada vez maior e experimentações inovadoras, é aquele que, como nenhum outro, fez a fusão perfeita entre o mundo acústico e eletrônico. Suas orquestrações para este novo álbum expandem mais uma vez os horizontes da música eletrônica, borrando a linha entre ela e a música sinfônica acústica que culmina em uma viagem musical de tirar o fôlego e ao mesmo tempo calmante. O uso característico de Vangelis de sintetizadores, riffs de metais ousados ​​e cordas expansivas transmitem uma sensação de mistério sobre a vida além do nosso próprio mundo e homenageiam todos aqueles que lidaram e ainda lidam com a observação e a exploração das estrelas, os planetas e o Universo ; e que dedicaram suas vidas a compreender a fronteira final e os segredos de nosso sistema solar.


“A música de um filme é instrumental no sentimento que se tem, essa ideia é clara para todos os cineastas, pois a música toca nossas almas de uma forma que ultrapassa em muito a experiência visual. É o caso de tantos filmes que Vangelis tem marcou, e é novamente verdadeiro para Juno a Júpiter, que fornece uma nova dimensão para nossa conexão com a natureza e a busca da humanidade para ir além da Terra e tocar a parte de nós que está presente em todo o sistema solar e além. "

- Dr. Scott Bolton , Investigador Principal da Missão Juno (NASA/JPL)


Vangelis, sem treinamento formal, começou a tocar piano aos quatro anos e aos seis estava dando apresentações públicas de suas próprias composições - seu dom natural vindo de um lugar que ele chama de memória - um lugar que ele diz que todos podemos acessar se pudermos apenas lembrar-se. Desde a infância, Vangelis está constantemente compondo música e lançou mais de quarenta álbuns, mais de vinte trilhas sonoras de filmes / TV, dois balés, uma apresentação de dança moderna, seis peças, três sinfonias corais e tem grandes espetáculos audiovisuais em seu crédito.


A música de Vangelis é frequentemente ligada a temas de ciência, história e exploração. Junto com sua trilha sonora vencedora do Oscar para 'Chariots of Fire' e sua aclamada música   'Blade Runner', ele escreveu o coral sinfônico 'Mythodea' para a missão 2001 da NASA em Marte, bem como filmes como Antarctica, '1492: Conquest of Paradise' e  'Alexander'. Vangelis também colaborou com a Agência Espacial Europeia (ESA) em seu álbum Rosetta para marcar o culminar da Missão Rosetta para pousar uma sonda em um cometa pela primeira vez na história, bem como para a transmissão pela ESA ao espaço de seu CD single dedicado ao falecido Professor Stephen Hawking, como um sinal de respeito e lembrança. Sua música também foi usada na série de documentários Cosmos: A Personal Voyage de Carl Sagan.


A NASA concedeu a Vangelis sua Medalha de Serviço Público. Além disso, o Centro Minor Planet da União Astronômica Internacional no Observatório Astrofísico Smithsonian chamou o Asteróide 6354 que está localizado entre Júpiter e Marte como "Vangelis" em sua homenagem, devido ao impacto internacional e valorização de seu trabalho, bem como sua relação com o Universo.


"Vangelis compôs todas as músicas para vídeos, documentários e simulações de observações da Juno [...]. Não é sempre que um compositor vencedor do Oscar (e não só) se inspira a escrever música sobre o espaço. Então, a missão Juno teve seu impacto público multiplicado pelo talento único da música de Vangelis. Este libreto é uma continuação da história da Juno .... "

- Stamatios (também conhecido como Tom) Krimigis, Pesquisador Principal das missões Voyager 1 e 2 (NASA/JPL)


TRACKLIST do ÁLBUM


     1. ATLAS’ PUSH  

          Palavras faladas são uma cortesia da NASA

     2. INSIDE OUR PERSPECTIVES  

     3. OUT IN SPACE   

     4. JUNO’S QUIET DETERMINATION 

     5. JUPITER’S INTUITION 

     6. JUNO’S POWER 

     7. SPACE’S MYSTERY ROAD  

     8. IN THE MAGIC OF COSMOS 

     9. JUNO’S TENDER CALL  

          Angela Gheorghiu, soprano, como Juno

    10. JUNO’S ECHOES 

    11. JUNO’S ETHEREAL BREEZE 

    12. JUPITER’S VEIL OF CLOUDS 

    13. HERA/JUNO QUEEN OF THE GODS 

          Angela Gheorghiu, soprano, como Juno

    14. ZEUS ALMIGHTY   

    15. JUPITER REX 

    16. JUNO’S ACCOMPLISHMENTS 

          Angela Gheorghiu, soprano, como Juno

    17. APO 22 

          Trechos falados são uma cortesia da NASA. (*) 

    18. IN SERENITATEM 


(*) Vozes: Randall Faelan, Lockheed Martin, Deep Space Exploration Real-Time Operations Lead; Chris Leeds, Lockheed Martin, Telecom Sr. Engineer; Jennifer Delavan, Lockheed Martin, Spacecraft Systems; e Matt Johnson, Juno Mission Manager, JPL/Caltech.



facebook.com/VangelisOfficial

Vangelis.lnk.to/JunoToJupiterSo


A Universal Music criou um site especial para o lançamento:

https://www.junotojupiter.com/


OBS: A capa mudou ligeiramente desde as listagens do ano passado: o nome de Angela Gheorghiu foi adicionado, rotulado como "Soprano, as Juno".

Observe, o lançamento do vinil, que virá em uma data posterior, terá uma faixa bônus chamada COSMOS AUTOPATOR adicionada no final. Além disso, IN SERENITATEM está listado como "(versão em vinil)", provavelmente para combinar com a faixa de fechamento extra.

Algo para se esperar: haverá um livreto grosso e bonito de 89 páginas que fará parte do lançamento do CD principal, assim como os próximos lançamentos em vinil e edições limitadas. O livreto está cheio de fotos de Júpiter, do cosmos, das equipes da NASA, da mitologia grega e de muitas fotos nunca antes divulgadas de Vangelis, Gheorghiu e outras pessoas envolvidas no álbum. Ele também contém contribuições textuais de Vangelis, Angela Gheorghiu e outros.


Algumas fotos disponíveis:

Vinil
Vinil

CD
CD


BOX SET 1
BOX SET  (Vinil e CD)


BOX SET 2
BOX SET (CD)




Fonte: NASA - Elsew.com / UNIVERSAL-Deeca / Vangelis