quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

CARRIE FISHER(1956-2016) & DEBBIE REYNOLDS(1932-2016)

Debbie Reynolds recebe de Carrie Fisher o SAG 2015

CARRIE FISHER (1956-2016)

Carrie Fisher,atriz que interpretou a Princesa Leia na saga "Star Wars", faleceu aos 60 anos no último dia 27/12. A notícia foi confirmada à revista "People" por um representante da família, Simon Halls. "É com grande pesar que Billie Lourd [filha de Carrie] confirma que sua amada mãe, Carrie Fisher, morreu às 8h55 desta manhã. Ela era amada pelo mundo e sua ausência será profundamente sentida. Nossa família agradece pelos pensamentos e orações". Carrie foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na sexta-feira (23/12) após sofrer uma parada cardíaca dentro de um avião, pouco antes de a aeronave, que veio de Londres, pousar em Los Angeles.

A então estrela dos anos de ouro de Hollywood Debbie Reynolds com a filha Carrie Fisher


Carrie Frances Fisher nasceu em Beverly Hills, filha de um casal famoso em Hollywood formado pelo cantor Eddie Fisher e pela atriz Debbie Reynolds, Quando Carrie tinha apenas dois anos de idade, seus pais se separaram. Seu pai acabou se casando com a atriz Elizabeth Taylor, fato que ela nunca o perdoou por abandonar a mãe. No ano seguinte, sua mãe se casou com Harry Karl, dono de uma rede de lojas de sapatos. Carrie escreveu sobre sua relação complicada com a mãe no livro "Postcards from the edge". A obra foi adaptada para o cinema em 1990, com o título "Lembranças de Hollywood", estrelado por Meryl Streep e Shirley MacLaine. Carrie era uma leitora ávida, desde criança, apelidada pela família como "rato de biblioteca". Passou a infância lendo literatura clássica e escrevendo poesias. Estudou no Beverly Hills High School até os 15 anos, quando debutou como cantora na Broadway com o musical Irene, em 1973. Neste mesmo ano, Carrie se matriculou na London's Central School of Speech and Drama, onde estudou por dezoito meses. Em 1978, foi aceita no Sarah Lawrence College, onde planejava cursar Artes. Entretanto, antes de se formar, ela largou o curso por incompatibilidade de agenda com as filmagens de Star Wars. Em 1975, ganhou seu primeiro papel nos cinemas, com o filme "Shampoo", estrelados por Warren Beatty, Julie Christie e Goldie Hawn. Em sua biografia, Fisher, então menor de idade com 17 anos, revelou que durante as filmagens de "Shampoo" o ator Warren Beatty(36 anos na época), pediu pra ela contracenar com ele sem sutiã.

Fisher com o ator Warren Beatty no filme "Shampoo"(1975)


Em 1977 a jovem atriz conseguiu um dos mais disputados papeis da época, o papel da Princesa Leia, a jovem líder de um grupo de rebeldes que tentam derrubar um Império do mau, no filme "Star Wars - Guerra nas Estrelas" (rebatizado de "Star Wars : Episódio IV - Uma Nova Esperança". A partir daí sua vida mudou radicalmente, tornando-se um ícone cultural do século XX. Ela retornaria ao papel da Princesa Leia em mais três filmes: "O Império Contra Ataca"(1980), "O Retorno de Jedi"(1983) e recentemente  "O Despertar da Força" (2015).  Fisher já havia terminado as filmagens do Star Wars Episódio 8 (ainda sem título definido) a ser lançado em dezembro de 2017.


Carrie como Princesa Leia em "Guerra nas Estrelas" (1977)


A Princesa Leia (no último filme ela se torna General Leia), acabou se tornando um símbolo de empoderamento feminino, para várias gerações de mulheres ao longo dos anos. No filme, ela aparece inicialmente como uma frágil princesa que é resgatada por um grupo de rebeldes que mais tarde sabemos que se trata do irmão gêmeo Luke Skywalker e o contrabandista e cara de páu Han Solo, pela qual ela se apaixona. Mas a fragilidade da princesa vem abaixo, quando descobrimos que ela é boa de briga, consegue ajudar seu novos companheiros a fugir da Estrela da Morte e logo planejar a destruição da mesma, mostrando astúcia e inteligência. Seu papel foi ganhando destaque nos filmes seguintes, quando descobrimos que Leia é filha do vilão, Darth Vader, que não mostra qualquer sinal de arrependimento ao tortura-la no primeiro filme. Na nova trilogia, já veterana e agora com a patente de General, Leia continua a comandar a Aliança Rebelde, agora como membro da nova Republica, contra remanescentes do antigo Império, a Primeira Ordem. Descobrimos que Leia e Solo tiveram um filho, Ben Skywalker que se volta para o lado negro como Kylo Ren, que idolatra as memórias do avó malvado, Darth Vader.

Carrie como Leia durante as filmagens de "O Império Contra Ataca" (1980)

Carrie mais uma vez como Leia e o famoso biquíni de escrava de Jabba em "O Retorno de Jedi" (1983)


Carrie Fisher, ainda teve ótimas atuações em filmes como "The Blues Brothers - Os irmãos cara de pau"de John Landis (1980), "Hanna e suas irmãs" de Woody Allen(1984), "Amazonas na Lua" de Joe Dante(1986), "Harry e Sally - Feitos um para o outro" (1989),"Meus vizinhos são um terror" de Joe Dante (1989), " Austin Power" (1997), "Panico 3" (2000), "Fanboys" (2009), entre outros.

Carrie no filme "The Blues Brothers - Os irmãos cara de pau"(1979)


Além de atriz, Carrie Fisher era escritora e roteirista tendo até contribuído com cenas cômicas em alguns filmes que nem imaginávamos. Fisher era reconhecida como “script-doctor” em Hollywood, uma pessoa para quem os roteiristas pedem auxílio ao encontrar problemas no roteiro ou que podem tornar a obra mais interessante com seus conselhos e indicações. Entre esses filmes para os quais Fisher prestou consultoria estavam Pânico 3(na qual atua), Hook – A Volta do Capitão Gancho, de Steven Spielberg (na qual faz uma ponta junto com George Lucas), e a trilogia de Star Wars composta pelos episódios I, II e III.Entre outros trabalhos de revisão de roteiro estão: "Mudança de hábito" (1992), "Epidemia" (1995) e "Afinado no amor" (1998). Apesar da ajuda nos roteiros, Fisher não foi creditada por seu trabalho.

Com o primeiro marido, o cantor Paul Simon(1984).


Outro trabalho de roteiro da atriz, foi para o seriado "O Jovem Indiana Jones", na qual ela escreveu o episódio : " Paris, October 1916", onde o Jovem Indy conhece a espião Mata Hari e se apaixona por ela.

Em 2007, Carrie foi convidada pelo cineasta Steven Spielberg para ser jurada do reality show "On the lot", que escolheria um futuro diretor.

Como General Leia ao lado do ator Harrison Ford em "SW: O Espertar da Força"(2015)

Apesar de todo sucesso, fama e o reconhecimento mundial, a vida da atriz não foi só alegrias. Ainda muito jovem teve contato com o mundo das drogas, segundo conta e sua biografia, Carrie experimentou de "quase" tudo nos anos 70 e 80 além de um grave problema de alcoolismo . Ela revelou que praticamente atuou chapada em cocaína nas filmagens de "O Império Contra Ataca). Perguntada pela Vanity Fair, em 2006, como convenceu George Lucas a lhe dar o papel da princesa Leia, respondeu: "Eu transei com um nerd. Espero que tenha sido George". "Usei muitas drogas para (conseguir me) lembrar quem foi", acrescentou.

Com o diretor J.J.Abrams e os jovens atores de "O Despertar da Força"


Fisher e Harrison Ford no último beijo em 2015 para promover Episódio 7. Atores foram amantes no passado.


Seus casamentos também não deram muito certo. Foi casada por menos de um ano com o cantor Paul Simon em 1984. Alguns anos depois casou com o Agente de Talentos, Bryan Lourd, pai de sua filha, Billie Lourd (nascida em 1992), hoje atriz. Este casamento chegou ao fim, quando ela descobriu que o marido a traia...com outro homem!

Carrie fez terapia eletro-convulsiva, que consistia em pequenas descargas elétricas liberadas no cérebro para desencadear pequenas convulsões e tratar a depressão. Em sua primeira coluna de conselhos no jornal britânico The Guardian, ela prometeu "proporcionar assessoramento solicitado, baseado em uma vida de tropeços e acidentes". Carrie Fisher disse, ainda, aos seus leitores que as dependências, os problemas sentimentais e os transtornos mentais equivalem a uma distribuição "compartilhada de desafios e experiências infelizes". "Com o tempo, prestei atenção, tomei nota e esqueci facilmente a metade de tudo o que passei. Mas remexo a metade das lembranças e as ponho aos seus pés", afirmou.

Fisher como Princesa Leia em "Guerra nas Estrelas" e seu famoso cabelo.


Ela também ficou conhecida por debater publicamente seu transtorno bipolar e seu alcoolismo na forma da peça/livro/especial da HBO "Wishful drinking" (que chegou a receber duas indicações ao Emmy de 2011).

Em uma nova biografia que estava promovendo em 2016, ela contou que manteve um relacionamento de três meses com o ator Harrison Ford, seu parceiro em Star Wars, quando estavam filmando o primeiro filme em Londres em 1978. Na época, Carrie Fisher tinha 19 anos, e Ford, com 33, era então casado com sua primeira mulher, Mary Marquardt.

Existem algumas evidências, que mesmo longe dos vícios, ela pode ter tido uma recaída nos últimos meses, o que pode ter agravado sua saúde e abreviado sua vida recentemente.

Assim que a notícia de seu falecimento foi oficializado, várias pessoas começaram a mandar mensagem de condolências:

Debbie Reynolds (Mãe de Carrie Fisher, atriz e cantora):
"Obrigado a todos que abraçaram os dons e talentos da minha amada e incrível filha. Estou grata por seus pensamentos e orações, que agora estão a guiando para sua próxima parada. Com amor, a mãe de Carrie".

LUCASFILM : Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, liberou uma declaração oficial lamentando a morte de Carrie Fisher, estrela da saga Star Wars, pela qual a produtora é responsável.

“Carrie tem um espaço tão especial nos corações de todo mundo na Lucasfilm que é difícil pensar em um mundo sem ela. Ela era a Princesa Leia para o mundo, mas uma amiga muito especial para todos nós. Ela tinha um espírito indomável, uma sabedoria incrível, e um coração amoroso. Carrie também definiu a heroína do nosso tempo. Seu papel como Leia serviu como inspiração e empoderamento para meninas por todo o mundo. Vamos sentir sua falta”, escreveu.

WALT DISNEY COMPANY: Bob Iger, presidente da Disney, liberou mensagem oficial sobre o falecimento de Carrie Fisher, a Princesa Leia da franquia Star Wars, que pertence ao estúdio.

 “Carrie Fisher era única, uma personagem de verdade que dividiu seu talento e sua verdade com todos nós de sua forma irreverente e sábia. Milhões se apaixonaram por ela como a indomável Princesa Leia; ela sempre terá lugar nos nossos corações e nos corações dos fãs de Star Wars. Sentiremos sua falta gravemente, e nos juntamos a milhões de fãs ao redor do mundo que estão de luto por sua perda hoje”.

GEORGE LUCAS (Criador, Produtor e Diretor da Saga Star Wars) : “Carrie e eu fomos amigos por toda a nossa vida adulta”, disse Lucas. “Ela era extremamente esperta; uma atriz talentosa, escritora e comediante com uma personalidade colorida que todos amavam. Em Star Wars, ela foi nossa poderosa princesa – ousada, sábia e cheia de esperança em um papel que era mais difícil do que as pessoas presumem. Meu coração e orações estão com Billie, Debbie e toda a família e amigos de Carrie. Todos sentiremos sua falta”.

STEVEN SPIELBERG: “Eu sempre me impressionei com Carrie”, escreveu Spielberg. “Suas observações sempre me fizeram rir e ficar chocado ao mesmo tempo. Ela não precisava da Força. Ela era uma força da natureza, da lealdade e da amizade. Eu vou sentir muito sua falta”.

HARRISON FORD(Han Solo): “Carrie era única… brilhante, original. Era engraçada e emocionalmente destemida. Ela viver sua vida bravamente. Meus pensamentos estão com sua filha, Billie, sua mãe, Debbie, e seu irmão, Todd, além de seus muitos amigos. Vamos todos sentir falta dela”, escreveu Ford.

MARK HAMILL  (Luke Skywalker): “Nunca é fácil perder um mebro tão vital e insubstituível da família, mas isso é de partir o coração. Carrie era única e pertencia a todos nós – quer ela gostasse ou não. Ela era NOSSA princesa, poxa, e a atriz se transformou em uma linda, ferozmente independente e engraçada mulher que tomava as rédeas e tirou o fôlego de todos nós. Determinada e forte, mas com vulnerabilidade que fazia você torcer por ela e torcer para que ela alcançasse o sucesso e fosse feliz. Ela interpretou um papel crucial na minha vida profissional e pessoal, e ambas seriam muito mais vazias sem ela. Eu sou grato pelo seu sorriso, sabedoria, bondade e até pelas coisas malcriadas e egocêntricas que minha amada gêmea do espaço me deu ao longo dos anos. Obrigado Carrie. Eu te amo, Mark Hamill”.

J.J.ABRAMS (Diretor de Star Wars - O Despertar da Força): "Você não precisava encontrar Carrie Fisher para entender seu poder ", escreveu o cineasta em uma nota manuscrita. "Ela era tão brilhante e bonita, dura e maravilhosa, incisiva e engraçada como você poderia imaginar. Que coisa injusta perdê-la. Que sorte ter sido abençoada com ela."

Dave Prowke(Darth Vader): "Estou extremamente triste em saber da morte de Carrie. Ela era maravilhosa para se trabalhar junto. Condolências para seus amigos, família e fãs pelo mundo".

Peter Mayhew (Chewbacca): " Não há palavras para essa perda. Carrie foi a estrela mais brilhante em cada sala em que entrou. Eu vou sentir sua falta".

Billy Dee Williams (Lando Calrissian) : “Estou profundamente triste com a morte de Carrie. Ela é uma grande amiga, que eu admirava e respeitava. A Força está negra hoje”.

Daisy Ridley (Rey): “Estou devastada com essa perda monumental. Me sinto sortuda de tê-la conhecido, e me sinto terrível por ter que dizer adeus”.

Anthony Daniels(C3PO): "Apesar de tantos pensamentos e tantas orações de tantos", disse, completando: "Estou muito triste".

Paul Simon (Cantor e ex-marido) : "Ontem foi um dia horrível. Carrie era uma menina maravilhosa e especial. Foi muito cedo. "

William Shatner (capitão Kirk de Star Trek): “Estou profundamente triste de ouvir sobre a morte de Carrie Fisher. Vou sentir falta das nossas conversas. Um talento incrível e uma luz foi extinguida”.

Whoopi Goldberg, (atriz):  “Carrie Fisher morreu, ela era mais engraçada e esperta do que qualquer pessoa tem o direito de ser".

Carrie tinha 60 anos e deixa apenas uma filha, Billie Lourd, que atuou com ela em "Star Wars - Episódio VII - O Despertar da Força" e no futuro "Star Wars - Episódio VIII (ainda sem título)".


DEBBIE REYNOLDS  (1932-2016)

 
Fisher e Reynolds em um musical 

Se não bastasse o falecimento de Carrie Fisher, sua mãe, a lendária Debbie Reynolds, acabou passando mau e tendo um AVC um dia depois da morte da filha. Levada ao hospital as pressas, infelizmente ela não resistiu. Ela estava na casa do filho, Todd Fisher, em Hollywood, justamente preparando os detalhes do enterro da filha. Segundo o filho, as últimas palavras de Debbie teriam sido: “Quero estar com a Carrie. Sinto muito a falta dela”. A informação foi divulgada ao site TMZ pelo ator Todd Fisher, filho de Reynolds e irmã de Carrie.

Debbie Reynolds uma das estrelas mais lindas da Era de Ouro de Hollywood

Nascida Mary Frances Reynolds, no dia 1º de abril de 1932 em El Paso, nos Estados Unidos, a posteriormente artista conhecida como Debbie Reynolds chamou a atenção dos "caça talentos", quando adolescente venceu um concurso de beleza na cidade de Burbank, na Califórnia.

Loira, de olhos azuis e rosto doce e muito expressivo, Debbie Reynolds estreou no cinema pelas mãos do estúdio Warner Bros, com o filme "Vocação Proibida" (1950), embora foi sua futura associação com a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) a que fez chegar ao estrelato de Hollywood.

Neste mesmo ano participou do musical "Três Palavrinhas", protagonizado por Fred Astaire, mas sua sorte mudaria completamente quando, dois anos depois, Stanley Donen e Gene Kelly a escolheram como atriz principal de um dos musicais mais famosos da história, "Cantando na Chuva".


Reynolds ao lado de Gene Kelly em "Cantando na Chuva"(1952)


Ao lado do próprio Kelly e Donald O'Connor, Debbie Reynolds compôs o trio protagonista de um filme sobre o início do cinema sonoro e cujos deslumbrantes números de dança, como "Singin' in the Rain", "Make 'Em Laugh" e "Good Morning", passariam imediatamente a fazer parte do cânone do gênero.

Debbie Reynolds aproveitou o vento favorável naqueles anos e deixou sua marca em outros filmes como "Armadilha Amorosa" (1955), ao lado de Frank Sinatra; "A Festa de Casamento" (1956); o western "A Conquista do Oeste" (1962); e "A Inconquistável Molly" (1964), pelo qual foi indicada para o Oscar de melhor atriz.

Reynolds ao lado de Frank Sinatra em "Armadilha Amorosa"(1955)

Nos anos seguintes, ela trabalhou em musicais da Broadway como "Irene" (1973), onde estreou sua filha Carrie Fisher, e em Las Vegas, onde chegou a possuir um cassino, em um negócio que não deu muito certo.

No entanto, nunca deixaria de ter um pé em Hollywood, como demonstram suas participações nos filmes "Mãe é Mãe" (1996), "Será Que Ele É?" (1997) ou "Minha Vida com Liberace" (2013), seu último papel.

Esteve em excursão ao Brasil em 1953 e a outros países da América do Sul em companhia da amiga Pier Angeli. Em 1964 foi indicada ao Óscar pelo seu papel em The Unsinkable Molly Brown. Foi casada com o ator e cantor Eddie Fisher, com quem teve dois filhos: a atriz Carrie Fisher e Todd Fisher. Eddie a abandonou pela então viúva de seu amigo, o produtor Mike Todd, a também atriz Elizabeth Taylor, o que causou um grande escândalo e ganhou as primeiras páginas da imprensa americana. Mais tarde, casaria em 1960 com Harry Karl, se separando em 1973, após ele ter perdido sua fortuna no jogo, e seu terceiro marido foi Richard Hamlett, com quem esteve casada de 1984 até 1994 e com quem foi proprietária de um hotel e cassino em Las Vegas, mas o empreendimento faliu em 1997.

3 Gerações de atrizes: Carrie Fisher, Debbie Reynolds e  Billie Lourd (filha de Carrie)


Em 2015, recebeu um prêmio SAG pela carreira das mãos da filha, Carrie





Dias tristes...ano triste !!!
Duas Ladies Evolutions !!!


Fonte: G1 / Wikipedia / Observatório do Cinema / UOL notícias

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

STRANGER THINGS - a nova série de mistério totalmente 80's



STRANGER THINGS

Uma nova série começou a ser exibida apartir de julho de 2016 no NETFLIX, o canal virtual onde você pode escolher os programas, filmes e séries que quer assistir em qualquer lugar  (TV, Tablet, Smartphones etc) e a hora que quiser. Trata-se de “Stranger Things”, série exclusiva do canal Netflix que virou uma mania e febre mundial, antes mesmo que todos os seus 8 (oito) episódios estivessem disponíveis . A série se situa nos anos 80, e acompanha um grupo de crianças por volta de seus 13 anos por volta de novembro de 1983, que tentam desvendar o desaparecimento de um de seus colegas queridos. No meio do caminho encontram uma garota com cabelo raspado que atende apenas pelo nome de Eleven (11) e que pode ser a chave para encontrar o amigo desaparecido.  Eleven, também desencadeia uma série de eventos que vão de uma conspiração governamental a descoberta de uma ruptura que une nosso universo com um universo invertido paralelo onde existe um …monstro !!!

PROJETO MONTAUK E ANOS 80

A série é bastante inspirada nos filmes e séries dos anos 80, em especial aos que foram produzidos ou dirigidos por Steven Spielberg(Goonies, Gremlins) , John Carpenter(Enigma do Outro Mundo) ou Stephen King(A Coisa, O Iluminado). Também possui inspiração nos seriados “Twin Peaks” e “Arquivo X” dos anos 90. Seus criadores são os irmãos Duffer (Matt & Ross), que nasceram nos anos 80, mas tiveram contato com estas produções devido a reprises de TV e pelo vídeo cassete.  Quando anunciada em abril de 2015, o projeto chamava “Montauk”, nome da cidade do estado americano de Long Island, onde a trama se passaria, mas mudou para “Stranger Things”, devido a questões de incentivo fiscal de outro estado americano,Indiana, na cidade de Hawkins (fictícia).



ELENCO

O elenco oficial é formado por vários jovens e crianças, para interpretar os personagens principais e  dois atores famosos de cinema já sumidos dos holofotes:  Winona Ryder e Mathew Modine. No caso da atriz Winona Ryder, o papel foi como uma benção, pois ela interpreta a mãe do garoto desaparecido e tem recebido elogios de crítica e público. A atriz, que tinha uma carreira solida de grandes filmes, sendo indicada ao Oscar em duas ocasiões, chegou a ser presa por roubo alguns anos atraz, o que fez a carreira em ascensão, decair ano a pós ano, sendo  que nos últimos tempos fazia alguns poucos filme, como coadjuvante (Alien 4, Star Trek e Cisne Negro). O destaque mesmo vai para o grupo de crianças, os amigos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) e  ELEVEN, interpretado brilhantemente pela jovem garota Millie Bobby Brown.



PRODUÇÃO

Os oito episódios, liberados semanalmente, se tornaram uma coqueluche mundial. Logo os fóruns e comunidades em redes sociais, dedicadas ao assunto, aumentaram constantemente. O roteiro também possuiu muitas reviravoltas  ao longo da estória.  Também podemos dar destaque para a trilha sonora composta pelo grupo texano, S U R V I V O R, que remete as antigas trilhas dos filmes de terror de John Carpenter dos anos 80, com o uso de muitos sintetizadores vintages como o Moog. Também, as músicas escolhidas nos episódios, para criar o clima sombrio da série, é de tirar o fôlego com The Clash, The Cure, Tangerine Dream, Joy Division, New Order, Vangelis entre outros.

Trailer : 



REFERÊNCIAS:

Existem várias referências na série com relação a cultura dos anos 80, sejam com as bicicletas dos garotos, seja na trilha que toca em uma rádio, nas roupas, letreiro de cinema, posters dos quartos das crianças e adolescentes. São muitas que alguns fãs montaram um vídeo apontando várias ligações da série com as produções de Steven Spielberg, John Carpenter e Stephen King. Ao assistir o primeiro episódio, fica claro que os irmãos Matt e Ross Duffer abordaram E.T.: O Extraterrestre, Os Goonies, Contatos Imediatos de 3º Grau e até A Hora do Pesadelo.

Confira o vídeo

References to 70-80's movies in Stranger Things from Ulysse Thevenon on Vimeo.


No Brasil, as Netflix nacional convidou a Xuxa para relembrar as lendas urbanas que a cercavam no passado como sua boneca e seu programa de auditório, para divulgação de propagandas da série.

Propaganda - Boneca da Xuxa


Propaganda - Auditório


NOVA TEMPORADA

Mau os oito episódios foram liberados, começaram a aparecer especulações sobre uma nova temporada, pois muitas pontas ainda não foram fechadas. Isto só foi oficializado pelo Netflix no começo de Setembro, com um web vídeo informando o nome dos nove (um a mais que a primeira temporada)  próximos episódios da 2° temporada, que se passará um ano a frente dos eventos da temporada atual, isto é, 1984. Os próprios irmãos Duffer informaram que o filme poderá ter um clima igual ao filme, “Indiana Jones e o Templo da Perdição”, lançado naquele ano. Tudo o que possamos fazer é esperar …e que a série não se transforme em um novo “Lost”, coqueluche da década passada, que se perdeu por completo apartir da quarta temporada e finalizando em uma sexta temporada com muitas dúvidas e um final que não agradou a maioria dos fãs.

Em Novembro de 2016, começaram as filmagens da nova temporada, o elenco praticamente inteiro retorna, só quem morreu eu desapareceu possivelmente não volta. Existe a adição de alguns novos atores para esta segunda temporada. A jovem atriz Sadie Sink e o ator Dacre Montgomery foram escalados . Os dois novos atores irão interpretar irmãos de criação. Sadie Sink será Max, uma garota confiante e determinada, enquanto Dacre Montgomery será Billy, um adolescente que adora roubar namoradas e tem uma natureza violenta e imprevisível. Duas grandes surpresas no elenco de dois atores veteranos de décadas passadas: Conhecido pelos filmes "Os Goonies" e "O Senhor do Anéis", Sean Astin será Bob Newby .  Na trama, ele será um antigo colega de Joyce (Winona Ryder). Paul Reiser, de "Aliens", será Dr. Owens, um membro do alto escalão do Departamento de Energia encarregado de lidar com os eventos sobrenaturais que aconteceram no ano anterior. Completa o elenco de novos atores Linnea Berthelsen uma jovem atriz dinamarquesa que foi escalada para viver Roman. Na trama, ela sofre uma grande perda do passado e tem uma ligação misteriosa com a Eleven, vivida por Millie Bobby Brown.

Em um comunicado oficial com vídeo, a NETFLIX confirmou a próxima temporada com 9 episódios (uma a mais que a primeira).



Agora só nos resta aguardar 2017.


Fonte: Wikipedia / Stranger Things Brasil / Omelete / Observatório do cinema



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

THE STARLOST – A ESTRELA PERDIDA


"The Starlost" ou "A Estrela Perdida" foi uma série canadense de televisão de ficção científica criada por Harlan Ellison e produzida por Douglas Trumbull, através da Glenn-Warren Production, em associação com a Twentieth Century Fox Television, com direção de Francis Chapman e Bill Davis. O seriado foi apresentado originalmente no Canadá, pela CTV, entre 14 de setembro de 1973 a 8 de fevereiro de 1974, num total de apenas 16 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada. Nos Estados Unidos foi exibida em syndication. Em 1974, a Rede Globo de televisão exibiu o seriado no Brasil.


Abertura da Rede Globo - Brasil (1974)

PREMISSA:

TERRA NAVE - ARCA

Em 2285, O planeta Terra está com todos os seus recursos naturais esgotados e a vida ali tornou-se impraticável. Seus dias estão contados. Então a humanidade decide construir uma nave gigante chamada "Ark" (como a Arca de Noé da Bíblia, só que transformada em uma nave espacial), parte da Terra em direção ao espaço profundo com seus sobreviventes. Sua missão, levar tudo o que sobrou do planeta, para um novo mundo, onde a civilização poderá reiniciar sua saga em busca de conhecimento e sobrevivência. A nave Ark, além de levar plantas, tecnologia, animais e ecossistemas, leva também seres humanos de diversas origens e culturas. Como a nave é gigantesca de 11 mil quilômetros de comprimento, com a capacidade de abrigar várias culturas e ecossistemas do planeta Terra em a viagem durará séculos, com povos de cultura variadas que vivem em diferentes ambientes de biosferas auto-suficientes. Em algumas biosferas a cultura terrestre desapareceu completamente. Ocasionalmente, eles são ajudados pelos sistemas de computação da nave. Várias comunidades que viviam nas cúpulas começaram a desenvolver sua própria maneira de viver criando para eles uma nova forma de sociedade. A maioria dos habitantes vivem em castas, dentro de abobadas gigantes e geralmente não se encontram, vivendo independentes entre si por várias gerações e em muitos casos, estes sobreviventes nem sabem que existem outras culturas a não ser a própria. Apenas o alto comando da nave, sabe sobre as culturas de cada uma das biosferas.



A Ark inicia sua viagem no ano de 2285, mas, logo no início, ocorre um acidente e toda a tripulação que se encontrava na área de comando é morta, deixando a nave vagando sem rumo pelo espaço, sem que ninguém das culturas saibam o que realmente está acontecendo. Quando um encontro acidental ocorre, há possibilidade de confrontos. A nave tornou-se um mundo artificial, cheio de perigos e animais que devido à mudança de ambiente apresentam alterações genéticas, como aumento de tamanho. Existem abelhas gigantes e outros tipos de insetos mutantes perambulando pelos infindáveis corredores.

Devon e seus amigos descobrem a realidade - Tripulação Morta !!!


Séculos se passaram. O ano agora é 2790. Uma nova geração de sobreviventes ignora que vive em uma espaçonave e segue com suas vidas. Na colônia "Cypress Corners", um jovem, Devon (Keir Dullea), vive em uma comunidade Amish. Ele se apaixona por Rachel (Gay Rowan), que está prometida a Garth (Robin Ward). Mas este não a ama. Quando Devon revela seu desejo em desposar Rachel, ele é expulso da comunidade por tentar destruir suas tradições. Vagando sem rumo, ele acaba encontrando a cabine de comando da nave onde um computador revela a verdade à Devon. Para piorar a situação, ele descobre que seu “mundo”, a Arca, está em rumo de colisão a uma estrela. Ele tenta avisar seu povo, mas apenas Rachel e Garth acreditam nele. Se o seu curso não for mudado, todos morrerão incinerados pelas altas temperaturas dessa estrela. O grande desafio é como alterar a rota dessa super-nave e onde se encontra sua central de comando. O trio então parte em cada uma das redomas-culturas para avisar do perigo em busca de pessoas que possam ajudar a desviar a nave, mas como acontece geralmente, ninguém acredita e eles passam a ser perseguidos de cultura em cultura e o tempo começa a se esgotar, pois em breve a nave será destruída e ninguém sobreviverá....


Atrizes bonitas pra ajudar a alavancar a audiência



A ideia era apresentar na série as diferenças culturais, sociais e religiosas em contraste com a tecnologia e a ciência. 

PRODUÇÃO:

Criada pelo aclamado escritor premiado de ficção-científica Harlan Ellison para a 20th Century Fox americana, a série teve sérios problemas de produção que fizeram com que ela fosse parar no Canadá. Tudo começou quando o então produtor da unidade de TV da Fox, Robert Kline (na época a Fox ainda não tinha um canal de TV próprio), convidou Harlan Ellison (que já havia criado roteiros fantásticos para séries de TV como Jornada na Estrelas, Rota 66, The Alfred Hitchcock Hour, entre outros) para criar uma ideia para uma série de ficção científica de TV, consistindo de oito episódios, para lançar com a BBC como uma co-produção em fevereiro de 1973. A BBC rejeitou a ideia. Incapaz de vender a futura série para horário nobre, Kline decidiu prosseguir com uma abordagem de baixo orçamento e produzi-lo para a syndication. Em maio/73, Kline havia vendido a ideia a 48 estações da NBC e à rede canadense CTV.

Harlan Ellison

Assim, ela foi parar no Canadá, onde era necessário utilizar apenas a equipe técnica e os produtores do país, sem a participação (ou participação mínima) dos americanos. A série foi produzida em parceria com a Fox que ficou com os direitos de distribuição. Para obter subsídios do governo canadense, a produção foi filmada no país com escritores canadenses responsáveis pela modificação da estória original de Ellison. Sem poder filmar nos EUA, perderam parte do patrocínio que tinham, forçando cortes no orçamento. Com isso, ao invés de se filmar em película, foi gravada em vídeo. Os cortes também provocaram redução de cenários e figurinos além dos efeitos especiais. Os problemas não pararam ai. Antes que Ellison pudesse começar a trabalhar na Bíblia de produção do show, uma greve de escritores começou, de 6 de março a 24 de junho de 1973. Kline negociou uma exceção com o Writer's Guild, com base no fato de que a produção era totalmente canadense - e finalmente Ellison foi finalizar a bíblia para a série.

Desenho produção da nave ARCA

Além de Ellison, a Fox trouxe para ser o Produtor Executivo da série, o aclamado Douglas Trumbull, um dos diretores de efeitos-especiais mais importantes de Hollywood (2001 - Uma Odisseia no Espaço, Contatos Imediatos do 3° , Blade Runner) além do escritor de ficção-científica e amigo de Ellison, Ben Bova, como supervisor científico da série. Harlan Elison queria vários escritores amigos trabalhando em Starlost, mas a ideia foi rejeitada pela produção devido ao acordo com o governo canadense, para obter os subsídios prometidos.

Novo problema foi com o produtor Trumbull. A ideia dele seria filmar os efeitos especiais com uma nova técnica de filmagem que ele havia desenvolvido, o Magicam. Mas devido as limitações do estúdios canadenses, a ideia não funcionou e infelizmente ela não pode ser usada e o desenvolvimento do efeitos especiais ficou bem abaixo do esperado, o que fez Trumbull a se afastar da parte criativa da série, mas não pode remover seu nome da produção.


Antes mesmo de estrear pelo canal canadense CTV, e posteriormente pela NBC, Harlan já tinha se desiludido com a série devido aos problemas e se afastou da produção. Não conformado, pediu que retirassem seu nome dos créditos o qual foi substituído por um pseudônimo. E, assim, a série foi creditada à Cordwainer Bird. Apesar do nada promissor, o tema era muito bom e extremamente inovador para a época. Talvez por isso não tenha conseguido um canal que apostasse de imediato na ideia. Posteriormente Harlan disse que esta série havia sido "os 6 meses que perdi na minha vida".


Vídeo de produção com o ator  Keir Dullea e o produtor Douglas Trumbull

ELENCO: 

Com a presença dos renomados Harlan Elison e Douglas Trumbull na produção de STARLOST, os produtores correram para ter também um nome de peso no elenco e que pudesse chamar a atenção para a série. O escolhido foi o ator Keir Dullea, que a poucos anos antes havia vivido o astronauta David Bowman no aclamado filme de ficção-científica, "2001 - Uma Odisseia no Espaço "(cujo produtor Trumbull havia trabalhado nos efeitos especiais). A princípio o ator recusou o convite, porque queria se envolver apenas com cinema e não TV e não ficar marcado com ficção-científica após "2001". O ator estava tentando arrumar trabalhos cinematográficos nos Estados Unidos , Inglaterra e Canadá. Devido aos poucos convites, ele acabou aceitando ser o ator principal que interpretaria o personagem Devon. O elenco foi completado com os atores canadenses, Robin Ward que seria o galã Garth e a atriz Gay Rowan para viver a mocinha Rachel, o interesse romântico de Devon.

Keir Dullea (Devon), Gay Rowan (Rachel) e Robin Ward (Garth)

Além dos atores fixos, também fizeram parte da série como atores convidados, Walter Koenig, de “Jornada nas Estrelas”, John Colicos, de “Galactica”, e Barry Morse, de “Espaço:1999″ e “O Fugitivo”. A produção também fez uso de atrizes bonitas com vestuário sexy para chamar mais a atenção da audiência.

John Colicos e Barry Morse - atores convidados
Walter Koenig de Star Trek como convidado em dois episódios

 EPISÓDIOS:

01 - Voyage of Discovery
02 - Lazarus from the Mist
03 - The Goddess Calabra
04 - The Pisces
05 - Children of Methuselah
06 - And Only Man is Vile
07 - Circuit of Death
08 - Gallery of Fear
09 - Mr. Smith of Manchester
10 - The Alien Oro
11 - The Astro Medics
12 - The Implant People
13 - The Return of Oro
14 - Farthing´s Comet
15 - Beehive
16 - Spece Precinct


FIM DA SÉRIE :

Apesar de todos os esforços, o espetáculo é considerado por uma grande parte dos autores e críticos especializados como a pior série de ficção científica já produzida. Segundo estes autores, o espetáculo teve bons roteiristas, mas alguma coisa não funcionava direito e foi abruptamente cancelada após 16 episódios. As filmagens dos episódios aparentavam mais peça teatral ou uma novela feita em estúdio e não possuíam aquela dimensão das cenas de cinema, como acontece nas outras séries. Apesar do programa não ser de agrado dos críticos, ainda assim existem muitas comunidades que são fãs ardorosos do seriado, haja vista a quantidade de sites na Internet direcionada para esta série. A série hoje é cult.

O fim da série, deixou a mesma sem um final definido. A pergunta que muitos fãs fazem até hoje, mais de 40 anos depois do fim da série...O que aconteceu com a nave-terra Arca ? Ela colidiu com a estrela ? Os mocinhos conseguiram desviar a tempo ? Os humanos conseguiram chegar a  seu destino ?  A resposta nunca foi respondida. A verdade é esta, não existe um final.


ROTEIROS NÃO FILMADOS:

A série chegou ao fim com 16 episódios produzidos, mas ainda havia 2 episódios já roteirizados, de um total de 22 episódios que uma temporada necessitava para fechar. A descrição destes episódios não filmados fora publicada na revista "Starlog Photo Guidebook TV Episode Guides Volume 1" (1981):

"God That Died" - roteiro John Meredyth Lucas, estória de Alan Spraggett.

Neste roteiro, o trio principal é pego por uma onda violenta de água de uma tubulação que estourou do sistema de resfriamento da nave. Eles acabam caindo em um habitat verde idílico, onde os habitantes vivem sob o proteção suave de um ser supremo que eles chamam de O DOADOR. Mas Devon, visitando o topo da montanha onde o Doador permanece, descobre que o mesmo não é um deus, mas um ser sensível em forma diferente - uma massa vaporosa luminescente de íons que ordenou e dirigiu a vida de "seu" povo por séculos. Garth e Devon, tentando convencerem o povo deste habitat, mas acabam sendo acusados de blasfêmia e condenados à morte. Eles são salvos no último momento por Raquel, que intercedeu com o Doador em seu nome. O Doador os salva com sua última explosão de energia (ele tinha crescido mais fraco por anos) e morre - libertando assim as pessoas a viverem e crescerem sozinhas.


People of the Dark - roteiro George Salverson

Devon, Rachel e Garth descobrem uma biosfera em que as pessoas têm vivido literalmente no escuro desde o acidente para a Arca. Eles têm medo da luz e pode ser usado como uma arma contra eles. Sua sociedade, sem os recursos de livros ou de escrita, tornou-se um estado sem lei. Devon, Rachel e Garth são mantidos reféns por Prokto, um "Criador de luz", considerado um revolucionário. Ele é um personagem inventivo que secretamente redescobriu a "luz" e ensinou sua linda filha adolescente a "enxergar".


STARLOST E ALÉM...(LANÇAMENTOS POSTERIORES):

O escritor Ben Bova, consultor científico da série, lançou em 1975, o livro “The Starcrossed”, sobre os conturbados bastidores do seriado.


“The Starcrossed”

Bastante revoltado com o tratamento dado a sua ideia para a série, o escritor Harlan Elison junto com Edward Bryant, lançou em 1975, o livro "Phoenix Without Ashes", que era o título do piloto original da série que ele havia escrito, mas que a produção alterou totalmente. O livro retrata a versão fiel do roteiro de Elison. 
"Phonenix Without Ashes" livro

Em 2010, a editora de quadrinhos IDW Comics, lançou uma mini-série 4 edições de Phoenix Without Ashes",fiel as ideias de Elison.  Basicamente a história é a mesma, o que muda é o enfoque da trama. O que muda é que na série, deram ênfase a uma situação de Romeu e Julieta para Devon e Rachel, enquanto, no roteiro original, a impossibilidade deles se casarem fica em segundo plano. As capas são de John K. Snyder III e a arte das histórias são de Alan Robinson e Kote Carvajal.

"Phonenix Without Ashes" da IDW
Posteriormente, os episódios foram reeditados e lançados na TV a cabo e em VHS. Em 2008, produtora independente VCI Entertainment lançou no mercado o box "Starlost - Complete Serie", em quatro discos com os 16 episódios produzidos, pelo preço sugerido de 49.95 dólares. No material de Extras foi disponibilizado o vídeo produzido para ser exibido nas agências de publicidade e conquistar anunciantes/patrocinadores. Este video foi exibido uma única vez na TV quando a série estreou pela rede NBC e pela CTV no Canadá. No vídeo, Keir Dullea e Douglas Trumbull, apresentam a ideia de “Starlost” e o tipo de tecnologia que pretendem utilizar para transformar a ideia em realidade (assista acima). Não disponível no Brasil.


Série completa em DVD.



 STARLOST REMAKE

Em dezembro de 1999 foi informado que o escritor e autor original de Starlost, assinou um acordo com a Sony Pictures, para a produção de um filme para o cinema baseado em sua ídeia original do seriado de TV dos anos 70. O escritor David Goyer, seria o responsável pelo roteiro. Ele tinha acabado de escrever “Dark City”.

David Goyer, começou a desenvolver o script para o filme, com produção dele próprio Goyer e de Dan Murphy. Com produção da Angry Films. O diretor Rob Bowman, famoso por dirigir vários episódios do seriado "Star Trek : The Next Generation" e "Arquivo X" (incluindo o primeiro filme pra o cinema) , foi o escolhido para dirigir. O filme chamaria "GENERATION SHIP".

Infelizmente desde 2002, não houve mais qualquer informação sobre este projeto, e que se conclui que o mesmo deva ter sido cancelado.

O certo é que Hollywood copia muitas ideias e Starlost que pode ter servido de inspiração para outros filmes como o recente "Passangers" (2016) com Jennifer Lawrence e Chris Pratt com roteiro de Jon Spaihts. Durante uma viagem de rotina no espaço, dois passageiros são despertados 90 anos antes do tempo programado, por causa de um mal funcionamento de suas cabines. Sozinhos, Jim (Chris Pratt) e Aurora (Jennifer Lawrence) começam a estreitar o seu relacionamento. Entretanto, a paz é ameaçada quando eles descobrem que a nave está correndo um sério risco e que eles são os únicos capazes de salvar os mais de cinco mil tripulantes em sono profundo.

PIADA STARLOST (original foi publicada anonimamente em 2008 no Orkut, uma antiga rede social).
  
Parece que a Microsoft não sobreviveu ao século 23... Imaginem a cena em que Devon encontra o Projetor Esférico:



[Projetor] - Posso ajudar? Em que posso ser útil?
[Devon] - Quem é você?
[P] Eu sou o Internet Explorer versão 213.5 . Posso ajudá-lo?
{Devon toca a tela}
[D] Você é real?
[P] Sou o skin default de uma interface amigável para a rede, que tornará sua experiência de navegação mais fácil e divertida. Mais perguntas?
[D] Onde estou? O que é esse lugar?
[P] Antes de continuar, recomendo que você faça o seu cadastro em nosso sistema. Vai tomar apenas alguns instantes. Qual o seu nome?
[D] Devon.



[P] De que biosfera você vem?
[D] O que é biosfera?
[P] Ambiente. Mercado potencial para os produtos Microsoft.
[D] Bem, eu sou de Cypress Corners...
[P] Cypress Corners. Comunidade agrária. Biosfera HG3. Linguagem en-cy, teclado intergalactico 108 teclas, fuso horário +5, configuração automática de horário de verão. Se quiser mudar as configurações, consulte o manual da ARK.
[D] Ahn... ARK?
[P] Terranave ARK. No ano 2285, toda a tecnologia do planeta Terra era controlada pelo Windows e interligada em rede. Um travamento de proporções planetárias forçou os usuários a sair do planeta para rebootá-lo, mas o procedimento acabou causando o fim abrupto do planeta. A terranave ARK partiu levando todos os usuários que tinham licença do Windows, em busca de um novo mundo. Atualmente estamos no ano 2790, e todos os usuários que ainda estiverem usando o Windows XPRST devem atualizar para a nova versão XPTOW até o final do ano, quando a versão antiga perderá o suporte e a ARK colidirá com uma estrela classe G.
{Devon fica confuso}



[D] Você disse que a ARK vai colidir com uma estrela? Isso é, tipo, um Fim do Mundo e da Humanidade?
[P] Sim
[D] Ahn... Há algo que eu possa fazer?
[P] Sim. Entre em contato com o suporte técnico, pelo endereço... Pelo endereço...
[D] Que endereço???
[P] Sinto muito. Acabo de efetuar uma operação ilegal e serei desligado. Todos os seus arquivos serão perdidos.



Fontes: Wikipedia/Forum Trekbrasilis/ Starlog Magazine/ Orkut (piada anônima) / Mofolândia / Nova Temporada (Fernanda Furquim)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

"The Adventures of Indiana Jones" - Patrick Schoenmaker



Depois de 5 anos de trabalho, finalmente Patrick Schoenmaker apresenta seu curta de animação, "The Adventure of Indiana Jones", na qual pretende chamar a atenção da Disney/Lucasfilm para a produção de uma série animada sobre o famosos arqueólogo aventureiro Indiana Jones.





Mais informações sobre este projeto, aqui:


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

VANGELIS RETORNA COM O ÁLBUM “ROSETTA”




Alegria geral, o músico grego eletrônico, Vangelis, sai mais uma vez de sua caverna, para lançar um novo álbum, depois de uma década sem lançar nada inédito! Conhecido por ser quase um eremita e sempre fugindo de holofotes e da imprensa , mantendo sua vida particular sempre em privado, Vangelis acaba de lançar o álbum “Rosetta” pelo selo Decca/ Universal Music, em um dos lançamentos mais esperados de 2016. Baseado na missão espacial da sonda “Rosetta” da Agencia Espacial Europeia (ESA), que tinha por objetivo alcançar o cometa  67P/Churyumov-Gerasimenko, que viaja entre as órbitas da Terra e de Júpiter.

Astronauta André Kuiper e Vangelis

A ideia de um álbum com temática espacial nasceu em 2014, quando o astronauta holandês André Kuipers, conversou em uma vídeo chamada em orbita da Terra na Estação Espacial Internacional (ISS) diretamente com Vangelis, na qual o astronauta comentou ser inspirado na música do grego. Vangelis então compôs em Novembro de 2014, três peças musicais inéditas que foram usadas pela Agencia Espacial Europeia(ESA) em seus vídeos para celebrar aterragem da sonda Philae(módulo de pouso da Rosetta) sobre o cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko. Todos os três vídeos se tornaram "virais" instantaneamente.





Vangelis então retornou a este tema e compôs um álbum inteiro de músicas dedicado à missão Rosetta. O álbum inclui as três faixas originais (em suas versões completas) e mais dez novas e inéditas composições, que a Universal Music lançará nos formatos CD, LP de vinil e download digital / streaming.


"A Mitologia, a Exploração,a Ciência e o Espaço são temas que me fascinam desde a Minha infância. Na Verdade, eles sempre estão ligados a música que eu escrevo", disse Vangelis no release do álbum.

Todas as músicas do álbum “Rosetta” foram compostas e realizadas por Vangelis, usando seus sintetizadores. Ao contrário de álbuns como "Mythodea" e a trilha sonora original de "Alexander", ou algumas outras obras pós-milênio, este álbum não foi gravado com uma orquestra ou mesmo um coro. Enquanto o estilo da música é muito diversificada, o que mais se destaca é que Vangelis retorna à gravação de música distintamente eletrônica. Um gênero que foi em grande parte ausente de sua produção desde 1996.



“ROSETTA”  - Decca/Universal – Set/2016

1.
"Origins (Arrival)"  
4:22
2.
"Starstuff"  
5:14
3.
"Infinitude"  
4:30
4.
"Exo Genesis"  
3:33
5.
"Celestial Whispers"  
2:31
6.
"Albedo 0.06"  
4:45
7.
"Sunlight"  
4:22
8.
"Rosetta"  
5:02
9.
"Philae's Descent"  
3:04
10.
"Mission Accomplie (Rosetta's Waltz)"  
2:12
11.
"Perihelion"  
6:35
12.
"Elegy"  
3:06
13.
"Return to the Void"  
4:19





"Heaven And Hell Part 1", “Alpha”, “Beaubourg” entre outros, foram usados na trilha sonora do documentário de astronomia e ciências, “COSMOS”, criado e apresentado por Carl Sagan (1934 -1996). O próprio Vangelis teve seu nome homenageado em um asteroide do sistema solar pela IAU (União Internacional de Astronomia) , ele também foi responsável pela trilha sonora das missões da NASA “Mars Odyssey”(2001) e “Juno”(2013).

Um Electronic Press Kit (vídeo produzido para a imprensa em geral) foi lançado em setembro com o making of desta produção e entrevista com Vangelis em pessoa, além de astronautas e cientistas da ESA :
  



Um site oficial também foi aberto, com várias informações e trechos da músicas. Um fato interessante é a presença de um jogo estilo "Asteroide" para os fãs brincarem.



http://www.vangelisrosetta.com/



Vangelis é um conceituado artista e pioneiro da música eletrônica desde os anos 60, quando fez parte do grupo grego “Aphrodite's Child”(cujo um dos membros era Demis Roussos). Após o fim do grupo, Vangelis foi para Paris, trabalhar em trilhas sonoras para documentários e depois para Londres, onde compôs trilhas espetaculares para o cinema como “Carruagens de Fogo” (Vangelis recebeu o Oscar de Melhor Trilha Sonora em 1982), “Blade Runner”, “1492 – A Conquista do Paraíso”,” Lua de Fel”, “Alexandre” entre outros.


Timeline Missão "Rosetta" - ESA (2004 - 2016) musica Vangelis



Vangelis já é conhecido dos temas espaciais. Muitos de seus álbuns como “Albedo 0.39” possuem inspirações astronômicas. No início dos anos 80, vários de seus temas mais conhecidos, como : "Heaven And Hell Part 1", “Alpha”, “Beaubourg” entre outros, foram usados na trilha sonora do documentário de astronomia e ciências, “COSMOS”, criado e apresentado por Carl Sagan (1934-1996). O próprio Vangelis teve seu nome homenageado em um asteroide do sistema solar pela IAU (União Internacional de Astronomia) , ele também foi responsável pela trilha sonora das missões da NASA “Mars Odyssey”(2001) e “Juno”(2013).

Evolutions Vangelis !!!